Constitui o núcleo a partir do qual Azevedo constrói a sua versão sobre a história da educação brasileira. Por meio de uma narrativa que mescla memória e história, Azevedo mantém a mesma estrutura cronológica evolutiva que marca as duas primeiras partes do livro, situando a si e ao movimento de renovação educacional ao qual encontrava-se ligado em uma linha de continuidade com a orientação política adotada durante o Estado Novo. Falando na posição de agente do Estado, Azevedo desenvolve a crítica ao federalismo e à descentralização político-administrativa, adotada com a implantação do regime republicano, considerados como fortes obstáculos para a constituição de um sistema de ensino unificado. Cabe ressaltar que a constituição de um sistema nacional de ensino é o ponto de chegada a partir do qual Azevedo articula sua interpretação e hierarquiza os fatos e processos históricos que compõem a narrativa.
