Duas pessoas altamente diferentes que foram a fundo - principalmente em relação a ela – de seus temores e complexos depois de um casamento forçado. Jane, a irmãzinha da bela Charlotte do primeiro livro é apresentada como uma menina ainda sem o conhecimento de si própria característicos de sua pouca idade, em seus dezoito anos já é obrigada a se casar com um homem que pouco respeitava, por motivos mais complexos ainda ela é uma pessoa isolada, que pela criação numa casa paroquial tem o comportamento rígido e cheio de pudores aos prazeres comuns, até por um simples doce. Pior que ser a beldade e não saber se as atenções que recebe são apenas superficiais, é ser a menos atraente que vive acompanhada por sucessíveis comparações a tal beldade. Esse é de certa forma um bom ponto pra explorar, mas aqui acabou se estendendo por tempo demais ficando cansativo, até que quando finalmente ela começa a enxergar o próprio valor e desabrocha fica sim mais interessante. Quem a ajudou e também se descobriu no processo foi nosso belo Raleigh, um dândi incorrigível que faz apenas o que não requer muito esforço, que tem um senso de humor maravilhoso, ele vê alegria nos momentos difíceis, nas situações caóticas, no simples dia-a-dia, impossível não se encantar com ele, me lembrou demais o Gus de A Culpa é das Estrelas, só que aqui o final é feliz e eu torci muito pra que ele conseguisse isso.