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    Melhores Poemas de Menotti del Picchia (Coleção Melhores Poemas) -

    Menotti Del Picchia

    Global
    2004
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-10: 8526009265
    Português Brasileiro
    3.9
    7 avaliações
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    Autor de um dos livros mais populares da poesia brasileira, em todos os tempos, Juca Mulato, Menotti del Picchia foi também cronista, romancista, contista, ensaísta. A poesia, porém, teve primazia cronológica e sentimental em sua obra. Nascido em São Paulo, em 1892, Menotti estreou naquele período de lusco-fusco da poesia brasileira, entre o esgotamento do parnasianismo e a Semana de Arte Moderna. O primeiro livro, com um título provocativo, ao gosto da época, Poemas do Vício e da Virtude, revelava um temperamento original, asfixiado pela linguagem neoparnasiana. O sucesso veio cedo, com a publicação do Juca Mulato (1917), onde traduzia "o gênio triste da nossa raça". O poema é uma espécie de resposta ao Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, desanimado, doentio. Juca Mulato, sentimental, cantador, trabalhador, representaria as melhores virtudes do "brasileiro típico". Para uma parcela da crítica, essa poesia, pela suas raízes e visão do homem brasileiro, antecipava-se ao modernismo. Cassiano Ricardo chega a proclamar que o verdadeiro chefe do modernismo não foi Mário ou Oswald de Andrade, mas Menotti del Picchia. A poesia modernista de Menotti, expressa em Chuva de Pedra (1924) e na rapsódia República dos Estados Unidos do Brasil (1928), é solar, plástica, colorida, abundante em imagens, procurando realizar no plano artístico a diretriz traçada pelo próprio escritor alguns anos antes: "arte brasileira deve ser brasileira, isto é, girar na ambiência física e moral da nossa terra e do nosso povo". Os poemas da maturidade, reunidos em O Deus sem Rosto, revelam um poeta mais intimista, mais grave, inquieto ante o mistério da vida, debruçando-se sobre si mesmo, em busca do menino que foi um dia, com um "dom demoníaco de se renovar, para permanecer" -- Cassiano Ricardo

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    Paulo Menotti Del Picchia

    Foi um poeta, jornalista, tabelião, advogado, político, romancista, cronista, pintor e ensaísta brasileiro. Imortal, ocupou a cadeira nº 28 da Academia Brasileira de Letras, tendo sido suas principais obras Juca Mulato (1917) e Salomé (1940). Um livro seu de elevada popularidade é Máscaras (1920), pela sua nota lírica. Presidiu a Associação dos Escritores Brasileiros, seção de São Paulo. Foi agraciado com o título de "Intelectual do Ano", em 1968, e aclamado "Príncipe dos Poetas Brasileiros", em 1982. Em 1960, recebeu o Prêmio Jabuti de poesia, concedido pela Câmara Brasileira do Livro. Destacam-se em sua obra poética os livros Juca Mulato (1917), Máscaras (1920), A Angústia de D. João (1922) e O Amor de Dulcinéia (1931). A poesia de Menotti del Picchia vincula-se à primeira geração do Modernismo. Em 1984, recebeu o Prêmio Moinho Santista - Categoria Poesia.

    21 Livros
    10 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Paulo Menotti Del Picchia