Bartleby, o escrituário - Uma história de Wall Street

    Herman Melville

    Rocco
    2013
    62 páginas
    2h 4m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Bartleby é um escrituário que faz cópias de documentos burocráticos. Dia após dia entra no escritório, não conversa com ninguém, esconde-seno seu canto, impertubável, e recusa-se a fazer tarefas com um invariável e desconcertante "Prefiro não fazer". A história é contada pelo chefe do escritório, que esforça-se para perscrutar a misteriosa e impenetrável personalidade do estranho funcionário. https://portal.uneb.br/poscritica/wp-content/uploads/sites/113/2019/10/bartleby_o_escriturario_-_herman_melville83450.pdf

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    Gi S B17/02/2023Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Eita, livro ruim

    O autor de Moby Dick poderia ter escrito coisa melhor do que essa novelinha chinfrim. Um escriturário sem gosto, sem sal, sem vontade, mas que só prefere o não fazer, o não sentir, o não ser, o não existir, enfim, o não, resumindo a história. Dá nos nervos, deixa qualquer um nervoso, por sua inércia e seu negativismo em tudo. Que personagem mais idiota, no sentido literal da palavra, que ignora. É a negação da natureza, a negação da vida. E ainda tem gente que vê similaridades deste personagem com personagens kafkianos. Eu vi a chatice. E o pior foi o proprietário do escritório que o contratou. Que entrevista meia-boca, que processo seletivo mais leviano! O Rh de qualquer organização se sentiria ultrajado a compactuar em contratar um insano. Houve crítico que enxergou no personagem bartleby um ser autômato. O que eu vi foi um funcionário que se fosse real seria alguém que sofre de alguma moléstia de ordem psíquica, provavelmente um caso de esquizofrenia. Não seria o perfil de funcionário adequado ou pretendido. Ainda bem que o fim foi trágico. Morreu numa prisão. Triste fim para uma vida triste e sem sentido. Pelo menos no fim houve um sentido mais plausível como toda a narrativa até então. Ele estava fadado, no sentido de fado, de destino, a morrer, pois sua vida era uma morte constante, sem nenhum motor que o impulsionasse a viver. Um zombie, em uma palavra. Mas um zombie modorrento, inerte. Já foi tarde. Enquanto obra de literatura é esquecivel.

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