A dor dorme com as palavras - A poesia de Paul Celan nos territórios do indizível e da catástrofe

    Mariana Camilo de Oliveira

    7 letras
    2011
    202 páginas
    6h 44m
    ISBN-13: 9788575778432
    Português Brasileiro

    Em A dor dorme com as palavras, Mariana Camilo de Oliveira mergulha na obra de Paul Celan, conduzindo o leitor com paixão e rigor pelos pontos-chaves da escrita deste autor que, desafiando Adorno, reinventou a poesia em alemão após o Holocausto. Evitando o biografismo e a historiografia – armadilhas fáceis na leitura de um poeta que perdeu os pais num campo de concentração e se suicidou no Sena –, a autora reflete sobre o impacto da dor, da catástrofe e sobre a relação entre o trauma e o real na escrita de Celan. Uma relação que desafia os limites da representação, nutrindo a escrita e fazendo da poesia a porta-voz do indizível. Unindo sensibilidade ao apurado estudo de fontes, este livro abre portas e ilumina um universo poético vertiginoso; mais do que tentar decifrá-lo, cada página o amplia, fazendo ecoar o seu silêncio.

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    Eder Camilo18/07/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Paul Celan, um realista singular

    Mariana Camilo de Oliveira nos introduz com uma mão segura e delicada neste universo poético que provoca vertigem, mas também apresenta uma poesia única, talvez mesmo inimitável. Eventualmente essa singularidade tenha a ver com o que Celan declarou em uma carta (de 23.06.1962) ao seu amigo Erich Einhorn: “Ich habe nie eine Zeile geschrieben, die nicht mit meiner Existenz zu tun gehabt hätte – ich bin, Du siehst es, Realist auf meine Weise” (“Eu nunca escrevi uma linha que não tivesse a ver com a minha existência – eu sou, você o vê, realista ao meu modo”). Sobre esse “realismo” e sobre muitos outros aspectos da poética de Paul Celan, temos muito a pensar a partir deste belo texto de Mariana Camilo de Oliveira. (p.16) [Trechos de: SELIGMANN-SILVA, Márcio. Paul Celan, um realista singular. In: CAMILO DE OLIVEIRA, Mariana. “A dor dorme com as palavras”: a poesia de Paul Celan nos territórios do indizível e da catástrofe. Rio de Janeiro: 7Letras, 2011.]

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