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    Regresso ao Admirável Mundo Novo -

    Aldous Huxley

    Círculo do Livro
    1959
    173 páginas
    5h 46m
    Português Brasileiro
    3.9
    499 avaliações
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    Favoritos1Desejados1597Avaliaram499

    "Regresso ao Admirável Mundo Novo" é um desafio à complacência e falsa ética social. Nele Aldous Huxley defende vigorosamente a necessidade da raça humana educar-se em liberdade antes que seja muito tarde. Quando seu romance, "Admirável Mundo Novo", foi publicado em 1932, muitas pessoas pensaram que sua visão do futuro era grotesca e incrível. Hoje, vislumbramos atônitos algumas de suas profecias se tornando realidade - e acontecendo muito mais cedo que Huxley pensou. A atenção de Aldous Huxley é focalizada no que ele considera os dois maiores perigos à raça humana, à parte da bomba H - superpopulação e superorganização. Superpopulação, ele acredita, deve inevitavelmente levar ao totalitarismo e totalitarismo está prestes a fazer um uso errôneo das várias técnicas já disponíveis para controle da mente humana. Aldous Huxley mostra como algumas dessas técnicas são empregadas atualmente, não só em ditaduras mas também em democracias - a liberdade do indivíduo e seus padrões são ameaçados por uma "imensa indústria de comunicações, preocupada principalmente não com o verdadeiro ou falso mas com o irreal". Aldous Huxley tem um imenso propósito: salvar a humanidade das consequências da loucura e crime humanos... tão constrangedor e tão brilhante como nunca. Estilo eficaz e fabuloso aprendizado... fortemente apoiado por um conhecimento científico e expresso com tanta lucidez.

    Edições (9)

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    Resenhas (25)Ver mais
    Marcos picture
    Marcos20/12/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um manual para a vida

    Fico surpreso por ver um livro tão pouco famoso como esse ser tão importante, tão necessário para a nossa vida em sociedade. O MEC deveria parar de empurrar para os jovens livros sobre anti-heróis sem caráter, ou sobre um cara que tem dúvidas se foi corno ou não, ambos só porque são nacionais, e indicar um como este, que toca diretamente na ferida, nos motivos da decadência da nossa sociedade e como reverter este processo. É claro que, como o próprio autor disse inicialmente, é impossível abordar todos os problemas numa única obra, tão curta. Deixou de fora o problema do relativismo moderno, as pessoas chamam o que você diz de "ponto de vista", negam a realidade e empurram aquilo que é simplesmente conveniente para elas. Neste sentido, a sugestão de Huxley para mudar a sociedade, por mais racional que seja, seria simplesmente negada, pois ele não teria "provas" de que aquilo é o certo. Os relativistas preferem deixar que o mundo se exploda, enquanto satisfazem seus próprios desejos egoístas. Outro problema, que foi abordado apenas parcialmente, é a dicotomia homem - ser individual e homem - ser em grupo. O autor falou da influência negativa que o grupo pode exercer no indivíduo, especialmente se for um grupo grande, ao dominá-lo pelas emoções e abandonar a racionalidade. Mas há também a questão da liderança. Não existem movimentos de grupo sem quem o lidere. E infelizmente estamos carentes de bons líderes. Estes não conseguem competir com os maus, pois o que estes dão ao grupo é mais desejado do que aqueles dão. No entanto, o que é abordado na obra já é importante o suficiente para fazer com que ao menos alguns indivíduos despertem para o "aqui e agora", tão mencionado em "A Ilha", outro romance do autor. Se um dia eu tivesse que escrever um livro sobre minhas impressões sobre a sociedade, o porquê de ela estar assim e o que mudar, certamente tomaria esta obra como base. Ler "Regresso ao Admirável Mundo Novo" é mais que uma leitura, é uma obrigação social.

    50 curtidas

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