Quarto e último volume da série Às Margens do Eufrates. Obra que apresenta o desfecho da história sobre o fim de uma época, cujo relato se faz a partir do dilúvio bíblico. Convidando-nos a refletir sobre nosso comportamento frente à vida na busca de uma maior consciência acerca dos verdadeiros valores da vida.
O vôo do pássaro azul - Vol IV série "Às margens do Eufrates"
Dolores Bacelar, Josepho
Por aqui, temos a continuação do reinado de Josepho narrado pelo próprio. E inicialmente levei um susto quando os personagens separavam Josepho e Saigon. Ao longo da narrativa, essa questão é esclarecida e o leitor fica sabendo que Josepho também é Saigon, e ainda assim existe um outro Saigon, que é irmão do pai falecido do protagonista. Entenderam!? :P Em O Voo do Pássaro Azul temos as famosas comunicações sem fio de outras personagens quanto aos assuntos relacionados ao Imperador, ou seja, os comentários e fofocas sobre as mortes de Adah e dos irmãos do rapaz. Além disso, as questões espirituais estão mais abertas e possuem uma maior sensibilidade também. Durante os dias, Josepho é destituído do cargo e exilado em um local com magos e muitas outras pessoas, onde é possível conviver e se ter maiores aprendizados. Sendo assim, o verdadeiro Saigon assume seu lugar tanto no trono quanto no casamento com Nadine. O novo imperador, ao contrário do protagonista, assume o poder pensando no próximo e ajudar os menos favorecidos e zerando todas os temas de guerras e outros assuntos pesadíssimos e sem evolução. Com isso, o leitor vai acompanhando o exílio do antigo Imperador junto com o aumento da Espiritualidade e também o reinado de Saigon, que consegue o seu intento com sucesso por 3 anos. Devido as características sangrentas dos moradores de Assíria, Josepho volta ao cargo, e dessa vez, tentando manter algumas características implementadas pelo verdadeiro Sargon. A narrativa continua mostrando as desconfianças do povo de quem seja quem, os sonhos e as comunicações durante o sono de alguns personagens, a continuação do telefone sem fio sobre alguns assuntos, a guerra fria entre os envolvidos no Palácio e no Governo também o fim do mandado tanto de Josepho quanto de Saigon porque, afinal das contas, um interligava o outro. Também é mostrado os últimos momentos do protagonista na Terra, como ocorreu seu desencarne e seus momentos reflexivos relembrando do seu poder nada amoroso e o quanto muitos espíritos ainda se encontram presos nos locais por terem sido mortos friamente. Por fim e logo após a história em si, é feito uma cronologia com os dados históricos religiosos e quem foi cada um dentro da narrativa tanto do livro quanto do mundo real. O texto é de fácil entendimento e a leitura é mais fluída e envolvente do que nos outros dois volumes. A autora conseguiu fechar todos os pontos abertos ao longo de extensa narrativa com muito louvor. Gostei bastante de O Voo do Pássaro Azul por ter mais questões espirituais, as histórias estarem menos densas e conflituosas e pelo narrador se encontrar mais lúcido sobre suas atitudes em vida. Foi um fechamento e tanto! No primeiro era um Josepho imaturo e sem saber de quase nada, depois um Imperador sem escrúpulos e achando o mundo girar ao seu redor e termina com ele humilde e sabedor dos seus envolvimentos em muitos aspectos.
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