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    O caso Rembrandt (Gabriel Allon #10) -

    Daniel Silva

    Arqueiro
    2012
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788580410808
    Português Brasileiro
    4
    340 avaliações
    Leram541Lendo19Querem563Relendo0Abandonos21Resenhas34
    Favoritos28Desejados563Avaliaram340

    Em Glastonbury, na Inglaterra, um restaurador de arte é assassinado e a obra em que trabalhava – um quadro de Rembrandt nunca exposto – é misteriosamente roubada. O renomado negociante de arte Julian Isherwood sabe que só existe uma pessoa capaz de encontrar o quadro e levar os criminosos à justiça: o espião israelense e restaurador de arte Gabriel Allon. Após sofrer um atentado, tudo o que Gabriel quer é cortar de uma vez por todas os laços com o serviço de inteligência internacional de seu país, também conhecido como “Escritório”. Mas parece que o mundo das operações secretas ainda não está pronto para deixá-lo em paz. Apesar de sua relutância, ele acaba sendo persuadido a assumir o caso. Ao seguir meticulosamente as pistas que o levam a Amsterdã, a Buenos Aires e, por fim, a uma mansão às margens do lago Genebra, Gabriel descobre segredos perturbadores relacionados ao roubo. Neste intricado quebra-cabeça, a pintura de Rembrandt é a peça-chave que o ajudará a desmascarar uma conspiração capaz de pôr em risco a paz mundial.

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    Fabiane Ribeiro picture
    Fabiane Ribeiro14/08/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha - O Caso Rembrandt

    O Caso Rembrandt vai muito além do que se espera ao ler sua sinopse. A pintura de Rembrandt roubada e o homem morto para protegê-la são apenas o início de uma trama que, da premissa de ser um bom suspense, acaba se tornando uma grande narrativa histórica sobre espionagem. Se você não gosta de livros que abordem fatos tristes sobre o Holocausto da II Guerra Mundial ou sobre os conflitos no Oriente Médio, dificilmente irá gostar de O Caso Rembrandt, visto que ele aborda de forma única os dois períodos históricos. Gabriel Allon é um ex-espião e assassino israelense que, após sofrer um atentado, decide se aposentar e viver discretamente em um penhasco na Cornualha com a esposa. Sendo Allon o célebre personagem criado pelo autor Daniel Silva, já é de se esperar que seus planos de aposentadoria não dêem muito certo. Isherwood, um antigo amigo de suas épocas de plena ação, vai ao seu esconderijo pedir-lhe ajuda para encontrar uma pintura que fora recentemente roubada e cujo restaurador morrera tentando protegê-la. Trata-se do quadro (fictício) Retrato de uma jovem, um original Rembrandt. Saindo de seu rápido isolamento, Allon volta à ativa e começa a investigar o quadro, ciente de que, para encontrá-lo, terá de obter respostas em seu passado, através da vida de seus antigos donos. Assim, somos envolvidos, junto de Gabriel Allon, em uma triste história sobre a perseguição de judeus na Holanda, já que um dos últimos donos do Rembrandt havia sido morto em tal ocasião. Em seguida, já com muitas novas informações, Gabriel parte para Buenos Aires, para o Oriente Médio e, então, retorna à Europa, cheio de planos e com uma equipe formada pelos melhores profissionais no ramo da espionagem, uma vez que o roubo do quadro passou a ser questão de conflitos internacionais de interesse de vários países. O livro tem momentos complexos e muitos personagens. Esse excesso de personagens, nomes e tramas acaba por ser um pouco confuso, mas, lendo-se com atenção, isso só torna o livro ainda mais rico, com abundantes fatos históricos e até alguns personagens não-fictícios. “No outono de 1941, com o continente tomado pela guerra, Hitler e seus capangas mais antigos decidiram que os judeus deveriam ser exterminados. A Europa tinha que ser expurgada de leste a oeste, com Eichmann e seus ‘especialistas’ operando as alavancas da morte. Os saudáveis eram usados para trabalho escravo. Os outros – jovens demais, velhos, doentes e inválidos – eram imediatamente sujeitos a um ‘tratamento especial’. Para 9,5 milhões de judeus vivendo sob o domínio alemão direto ou indireto, foi uma catástrofe, um crime inimaginável” (Pág. 86). Se as questões a respeito do Holocausto ganham espaço na trama, pode-se afirmar que as questões do Oriente Médio ganham ainda mais. Infelizmente, para não estragar surpresas, não posso contar exatamente qual é o envolvimento do local com o quadro desaparecido de Rembrandt, mas posso garantir que para aqueles que gostam de informações históricas reais e de momentos eletrizantes de espionagem, a trama se torna ainda melhor quando o envolvimento com o Oriente Médio fica mais claro. Nada disso é esperado quando se pega o livro nas mãos, aguardando uma busca incessante por um quadro desaparecido. Aqui fica meu alerta de que a história vai muito além disso – fato que agradará uns e desagradará outros. Trata-se de uma história forte, com pinceladas não-fictícias e cenas impecáveis. O final é bem construído e, de certa forma, surpreendente. Podendo-se assim dizer que o autor norte-americano (apesar de o nome soar brasileiro) Daniel Silva tem um talento imenso para contar histórias de suspense e perseguição. Irei aguardar ansiosa pela oportunidade de conhecer mais de seus títulos. Trecho: “Pensou que ele merecia, sim, ter seus assuntos mais íntimos invadidos, mas não pôde deixar de se sentir inquieta quanto aos ilimitados poderes de vigilância detidos pelos serviços de inteligência mundiais. A tecnologia móvel tinha dado aos governos a capacidade de monitorar as palavras, os e-mails e, até certo nível, mesmo os pensamentos dos cidadãos como num filme de ficção científica. O admirável mundo novo tinha chegado” (Pág. 212).

    7 curtidas

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    Daniel Silva

    Filho de açorianos, Daniel Silva nasceu em Michigan e foi criado na Califórnia. Seguiu a carreira de jornalista e, por muitos anos, trabalhou na agência de notícias United Press International e na rede de TV CNN. Em 1995 resolveu seguir seu verdadeiro sonho e passou a se dedicar integralmente à literatura. Lançado em 1996, seu primeiro livro, O espião improvável, se tornou um sucesso instantâneo. Logo depois, os títulos da série protagonizada por Gabriel Allon consolidaram sua carreira e o levaram ao topo das principais listas de mais vendidos do mundo. Pela Arqueiro, publicou O caso Rembrandt e Retrato de uma espiã. Atualmente, Daniel Silva é considerado um dos melhores autores de intrigas internacionais de sua geração e o maior criador de romances de espionagem de todos os tempos. É casado com Jamie Cangel e tem dois filhos, Lily e Nicholas. Em 2009, foi nomeado para o Conselho do Museu Memorial do Holocausto, nos Estados Unidos.

    60 Livros
    154 Seguidores
    Michigan, Estados Unidos da América

    Daniel Silva