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    Necrópolis - A Fronteira das Almas

    Douglas MCT

    Draco
    2010
    308 páginas
    10h 16m
    ISBN-13: 9788562942181
    Português Brasileiro
    3.8
    218 avaliações
    Leram278Lendo22Querem1022Relendo3Abandonos25Resenhas47
    Favoritos1Desejados1022Avaliaram218

    Verne Vipero não acredita em nada fora do normal. É um rapaz cético que confronta sua descrença ao descobrir que pode salvar a alma do irmão morto, que segue em direção ao Abismo. Abalado pela perda e descobrindo essa possibilidade, parte para o Mundo dos Mortos com um objetivo, quase uma obsessão: trazer Victor, o caçula, de volta à vida. Custe o que custar.Em Necrópolis – A Fronteira das Almas, romance de Douglas MCT, o leitor acompanha Verne Vipero a Necrópolis, uma das regiões de Moabite, o Sétimo dos Oito Círculos do Universo. Um lugar habitado por criaturas sobrenaturais como duendes, vampiros, reptilianos e centauros. Onde há planos que levam a mundos Etéreos, de Pesadelos e Magia. Um lugar regido por forças opostas: o Ouroboros, que permite a renovação da vida; e o Niyanvoyo, onde as almas dão seus passos rumo ao fim. Aliado a um monge renegado, um ladrão velocista, uma mercenária deslumbrante e um homem-pássaro suspeito, Verne conhecerá um deserto mórbido, um abrigo de magos e uma cidade de pedra, e irá até os confins do mundo em sua jornada tenebrosa para resgatar a alma do irmão. Em Necrópolis nada é o que parece e a Fronteira das Almas é o fim da travessia.

    Resenhas (47)Ver mais
    Oghan Crann Criath picture
    Oghan Crann Criath29/06/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Necrópolis- resenha

    Meu primeiro contato com o termo “Dark-Fantasy” se deu por meio da série “A Torre Negra”, de Stephen King. Confesso que naquela época eu não gostei muito do livro e larguei “O Pistoleiro” em uma pilha de livros para ler depois. Grande engano o meu, não? A “Dark-Fantasy”, em resumo, é uma variação da Fantasia convencional com retoques sombrios e elementos mais adultos, como a morte, o esquecimento e demais elementos que muitas vezes são associados ao Gótico ou às escolas literárias Românticas. Entretanto, cabe a cada escritor criar em seu mundo as características que o tornam singular. Stephen King fez isso na “Torre Negra”, ao misturar elementos de Western com Cavalaria, o velho oeste com a lenda do Rei Arthur. Está tudo lá, uma Ordem de pistoleiros que têm tanta ou até mais diretrizes que cavaleiros de armadura, profecias, magos e uma busca. Além, é claro, de toda sorte de estranhos monstros… Eu sempre achei que o Brasil precisava de uma obra à altura, algo que pudesse se vangloriar de fazer parte da “Dark-Fantasy”, que pudesse ser diferente, apresentar a fantasia e elementos sombrios em um mesmo mundo. Confesso, que no auge de minha arrogância, tentei ser este autor. Também confesso que não consegui. Mas existe a Editora Draco. Existe Douglas MCT. E Necrópolis. Meu primeiro contato com o autor foi durante o lançamento do livro “Anno Domini – Manuscritos Medievais”, conversamos pouco naquela época, mas ele me apresentou a trilha sonora de seu livro. Fiquei surpreso com aquilo, ouvi o CD umas duas vezes, gravei no PC, perdi o arquivo e me arrependo disso até hoje. Necrópolis, por sorte, veio suprir esta lacuna da “Dark-fantasy” no mercado brasileiro. Recém-lançado pela editora Draco o livro conta a história de Verne Vipero em busca do nyian (a alma) de seu irmão no mundo dos mortos. Em sua jornada Verne faz diversos amigos e inimigos, enfrenta vilões aterrorizantes e desafios incríveis em busca daquilo que acredita. De modo geral Necrópolis fala de evolução, de enfrentar desafios, lutar por aquilo que se ama, descobrimento. Pois em sua busca por Vítor, Verne acaba por descobrir muito sobre si mesmo e evolui como pessoa e personagem. Fica uma pontinha de esperança no leitor ao fim de cada capítulo, para que Verne consiga salvar o seu irmão e voltar feliz para casa. Mas, como eu disse lá no começo, a “Dark-Fantasy” não é colorida e animada como a fantasia convencional. A jornada de Verne é caracterizada por todos os elementos que se espera em uma fantasia, tribos nômades, seres alados, vampiros, engenhocas de tecnologia duvidosa e caçadoras de recompensa usando trajes sumários (Sim!!!). Mas, muito além de qualquer destes elementos, está a escuridão, o vazio e a desesperança que o mundo de Necrópolis insiste em oprimir no coração de seus moradores e leitores. A linguagem do livro é fácil, lembra muito “A Bússola de Ouro”, sem grandes novidades neste aspecto. A história é envolvente, os personagens carismáticos, e o enredo cheio de mistérios (que serão revelados, eu espero, nos próximos livros). Em resumo, se você está procurando uma história com fadas, duendes e raios de sol, vá ler outra coisa. Necrópolis não é o seu livro. Mas, se você está buscando uma história de verdade… Bem-vindo à Necrópolis…

    19 curtidas

    Estatísticas

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    3.8 / 218
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas5%