Was ist Aufklärung? - Resposta à pergunta: O que é o Iluminismo? (1784)

    Immanuel Kant

    Felix Meiner
    1999
    87 páginas
    2h 54m
    ISBN-13: 9783787313570

    "O opúsculo de I. Kant Resposta à pergunta: Que é o iluminismo? (1784) é, como se sabe, um texto clássico. Por razões várias. - É um dos manifestos mais ‘interessantes’ da Ilustração europeia. Como tal, figura não só como um dos mais contundentes apelos ao exercício autónomo da razão, à liberdade de pensamento, mas constitui ainda uma expressão sintomática de um momento fundamental na estruturação da consciência moderna, com o seu afâ de novidade, de expansão e conquista do mundo e da natureza, de destruição da ordem estática das sociedades, mas também com o seu desprezo da tradição, com a vertigem do solipsismo. - É, por outro lado, um texto-alvo no recente debate sobre o projecto da modernidade e a reacção pós-moderna (assim na obra de M. Foucault e de J. Habermas, entre outros). - Propõe ainda, de certo modo, um ideal imperativo e inatingível – precisamente a consecução da genuína e plena ilustração intelectual – e disso Kant parece dar-se conta no final do ensaio, embora permaneça, contra o que promove, enredado nos preconceitos da sua época, a saber, uma versão algo abstracta da razão arrancada ao húmus da história, encarada sem os nexos relacionais que ligam os seres humanos no seu destino; a inatenção ao papel quase transcendental da linguagem na estruturação do pensamento; a falta de consideração do vínculo entre razão e autoridade (nas suas múltiplas formas), além da pedante convicção de que as idades anteriores aos tempos modernos mergulhavam na ‘menoridade culpada’. Estas observações, e muitas outras que se poderiam aduzir, não serão um obstáculo para apreciar a luminosidade deste opúsculo, merecidamente famoso; mesmo apesar dos seus limites, encerra ainda uma exigência moral de auto-iluminação, que nunca é bastante." - Artur Morão, o tradutor

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    Tales Vieira22/05/2024Resenhou um livro
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    Eita

    Eu gosto desse texto do Kant porque em 8 páginas ele já lançou 2 conceitos que ficam mais gritantes a cada dia e servem de TAP# NA CARA. O ponto central é o uso autônomo da razão; a autonomia, entendida como capacidade de pensar por si próprio, de se autogovernar, é o objetivo a ser alcançado pelo iluminista/esclarecido. A partir daí temos 2 categorias: a maioridade e a menoridade. A maioridade é basicamente o que foi dito inicialmente e com alguns adendos: se você PODE e tem condições mentais/materiais de aprender e não aprende, vish, aí chega a ser um estágio abaixo da menoridade para Kant (o que é um eufemismo pra chamar de burr#). A menoridade que é o oposto da autonomia racional, uma condição da pessoa em que pensam e decidem por ela. Não tem necessariamente a ver com a idade fisica, alguém pode morrer com 90 anos e nunca ter passado dessa etapa. Conhecendo um pouquinho mais do Kant dá pra puxar que seria um sujeito desgovernado, indisciplinado, apático e, portanto, fraco. Gosto também da ideia kantiana de LIBERDADE ser um exercício de autodisciplina, algo de LEI como força mental e vontade esclarecida: fiz porque quis fazer; tive a oportunidade de fazer e não fiz porque não quis; li os termos e aceito os prós e contras; não quero e não vou fazer; falei pra mim mesmo que ia fazer/não fazer e fiz/não fiz.

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