Rei, Guerreiro, Mago, Amante - A redescoberta dos arquétipos do masculino

    Robert Moore, David Gillette

    Campus / Elsevier
    1993
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-10: 8570018045
    Português Brasileiro

    Didático e objetivo, este livro é dividido em duas partes. A primeira parte trata da psicologia do menino à psicologia do homem; a segunda apresenta os 4 arquétipos do homem amadurecido, que dão nome ao livro. Esta obra é dedicada ao grande guru do movimento masculinista, Robert Bly, autor do livro João de Ferro (Campus/91). Para os autores Moore e Gillette, a cada dia fica mais difícil definir o que é masculino e o que é feminino, e chamam os homens para o despertar de sua criatividade e sensibilidade.

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    Kielyr28/06/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Divisor de águas!

    Obra repleta de fundamentos da psicologia analítica. Os autores utilizam 4 arquétipos para discorrer sobre a psique do Homem e do Menino. O livro é bem organizado, o que faz com que a corrente de conhecimento e ideias flua de maneira límpida e cirúrgica. Tendo dividido a obra em duas partes (infância e maturidade), Moore e Gillett esmiuçam as características dos arquétipos em cada fase e suas sombras dispostas em polos (ativo e passivo). Além de ensinar o acesso correto de cada arquétipo em sua plenitude. De certa forma, uma "homeostase psicológica/espiritual". Fiquei envolvida com tantas curiosidades e fatos históricos presentes neste livro. Outro fator, é que ele possui dualidade — trazendo a ótica para o lado da psique feminina. "... é evidente que o mundo está superpovoado não só de homens imaturos mas também de menininhas tirânicas e prepotentes fingindo que são mulheres." (Pág., 151) A leitura deste livro deixa uma gnose tauxiada no imo do ser. Análogo ao dito de Heráclito, "Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio... pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tão pouco o homem." — é a definição desta leitura. Difícil enxergar como antes, esses fluxos enérgicos nos diferentes âmbitos sociais. Ao final, é gerado um clima de "otimismo" em relação ao cenário atual da sociedade com todos esses movimentos ideológicos e políticos. A doutrina é axiomática: a transformação é do individual para o coletivo. "... é necessário à sobrevivência que se substitua a imaturidade pela maturidade — que os meninos se tornem homens e as meninas, mulheres, e que a grandiosidade ceda lugar à verdadeira grandeza — somos lançados de volta aos nossos próprios recursos interiores como homens, lutando sozinhos por um futuro mais sábio..." (Pág., 140) Sejamos, pois, indivíduos!

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