Obra repleta de fundamentos da psicologia analítica. Os autores utilizam 4 arquétipos para discorrer sobre a psique do Homem e do Menino.
O livro é bem organizado, o que faz com que a corrente de conhecimento e ideias flua de maneira límpida e cirúrgica. Tendo dividido a obra em duas partes (infância e maturidade), Moore e Gillett esmiuçam as características dos arquétipos em cada fase e suas sombras dispostas em polos (ativo e passivo). Além de ensinar o acesso correto de cada arquétipo em sua plenitude. De certa forma, uma "homeostase psicológica/espiritual".
Fiquei envolvida com tantas curiosidades e fatos históricos presentes neste livro. Outro fator, é que ele possui dualidade — trazendo a ótica para o lado da psique feminina.
"... é evidente que o mundo está superpovoado não só de homens imaturos mas também de menininhas tirânicas e prepotentes fingindo que são mulheres."
(Pág., 151)
A leitura deste livro deixa uma gnose tauxiada no imo do ser.
Análogo ao dito de Heráclito, "Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio... pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tão pouco o homem." — é a definição desta leitura. Difícil enxergar como antes, esses fluxos enérgicos nos diferentes âmbitos sociais.
Ao final, é gerado um clima de "otimismo" em relação ao cenário atual da sociedade com todos esses movimentos ideológicos e políticos. A doutrina é axiomática: a transformação é do individual para o coletivo.
"... é necessário à sobrevivência que se substitua a imaturidade pela maturidade — que os meninos se tornem homens e as meninas, mulheres, e que a grandiosidade ceda lugar à verdadeira grandeza — somos lançados de volta aos nossos próprios recursos interiores como homens, lutando sozinhos por um futuro mais sábio..."
(Pág., 140)
Sejamos, pois, indivíduos!