“Cortázar costumava dizer que nós, sul-americanos, nos pomos sérios demais ao escrever. Como aqueles donos dos antigos armazéns de esquina, basta pegarmos o lápis de detrás da orelha para que nossas mal traçadas linhas percam a fluidez. Rônei é a exceção que confirma a regra. Ele sabe que o trágico existe porque existe o cômico e, por mais sério que seja o tema, consegue manter na palavra escrita a imprudente leveza da palavra dita. Ler suas crônicas é encontrar um amigo, pedir um café, rir um pouco, chorar outro pouco, deixar a conversa rolar até que venha, não a conta, mas a certeza de que a vida vale a pena.” Ana Mariano