Esta resenha foi redigida e estruturada de uma forma diferente das demais, pois o livro necessitava de uma abordagem individual. Com base nisso, a resenha é dividida em dois tempos: antes/depois dos 35% da obra.
Antes de 35%:
"Digital Vertigo" é um livro que aborda a problemática da exposição das pessoas às mídias sociais, trazendo conceitos históricos e filosóficos para explicar a questão. No entanto, o autor, em alguns momentos, acaba divagando entre assuntos similares e detalhando demais seus argumentos, tornando a leitura arrastada. Além disso, o livro apresenta resquícios de um único ônus: a perda de privacidade ocasionada pelos hábitos nocivos desempenhados nas redes por parte dos usuários. O autor utiliza constantemente os nomes dos criadores e diretores gerais das redes e sites, o que acaba por deixar a leitura cansativa. Outro ponto negativo é a menção de redes sociais extremamente desconhecidas que tiram a objetividade do livro. O autor apresenta previsões para o avanço tecnológico, mas algumas delas se mostram incorretas, o que pode afetar a credibilidade do autor. No entanto, o livro traz pesquisas interessantes acerca da sociabilidade humana, mostrando dados alarmantes acerca da ascensão das redes sociais e como isso afeta as pessoas. Em resumo, o livro é bem estruturado, com embasamento impecável, mas o autor poderia ter sido mais objetivo e menos minucioso em seus argumentos.
Depois de 35%:
O autor apresenta uma mistura confusa de tecnologia, psicologia, política e história, o que faz parecer que está lendo vários livros diferentes. Além disso, o autor parece fugir do tema principal e se perder em explicações desnecessárias e exemplos confusos. Os títulos dos capítulos não correspondem ao conteúdo e não fornecem uma ideia clara do que será discutido. O autor ainda aborda tópicos polêmicos, como campos de concentração e comparações absurdas entre Mark Zuckerberg e Josef Stalin. A leitura é arrastada e sem sentido, e muitas vezes parece que o autor está adicionando metade de um outro livro à obra inicial. Infelizmente, essa obra não cumpre suas promessas e acaba decepcionando ao ponto de ser um forte candidato ao pior livro do ano.