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    Spektro (Número 15) - A Revista do Terror

    Flávio Colin, Shima, Watson Portela

    Vecchi
    1980
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.5
    4 avaliações
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    Spektro foi um título ambicioso da editora Vecchi dentro da tradição brasileira de publicar quadrinhos de terror que vinha dos anos 1950. Tornou-se a melhor e maior (196 páginas) publicação brasileira do gênero. Criada por Lotário Vecchi e Otacílio Barros, a publicação estreou nas bancas em janeiro de 1977 com o extenso título de "As histórias sobrenaturais do Dr. Spektro", com ênfase nas duas últimas palavras. Como a revista nasceu de uma forma experimental e não havia mais histórias do Dr. Spektro para um segundo número, Ota tirou o "Dr" do título. A casa dos espelhos, Um casamento irreal, Paranóia diabólica, Juventude transviada, Mantrah Besta-Fera o anjo vingador, Orgia de sangue, O colecionador, Havia uma aranha e..., Obsessão, O filho de Satã, O inimigo anônimo, O confronto, Os estranhos inquilinos, O senhor das trevas, Festa macabra, Uma revista de terror por dentro!, Humor negro.

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    Flávio Colin profile picture

    Flávio Colin

    Desenhista carioca, criado no sul do país, Flavio Barbosa Mavignier Colin iniciou sua carreira de quadrinhista ainda bem jovem, nos anos 50. De acordo com uma entrevista que deu nos anos 80, sua primeira HQ profissional saiu na revista “Enciclopédia em Quadrinhos”, da RGE, em 1956. Seguiram-se X-9, Águia Negra, Dom Quixote, Cavaleiro Negro e outros. O fato de trabalhar em títulos originariamente estrangeiros, serviu para consolidar seu estilo arrojado e diferente, além de lhe conferir um senso profissional, ainda hoje sem paralelos no mercado de comics tupiniquim. Ficou bem conhecido ao transportar para as páginas impressas, o herói radiofônico O Anjo, além da quadrinização de Os Brutos também Amam. Nos anos 60, marcaria definitivamente sua carreira, ao trabalhar no gibi do grande sucesso da TV brasileira: O Vigilante Rodoviário. Colin também atuou na área publicitária e colaborou para a (hoje) histórica revista O Cruzeiro; além de fazer parte de inúmeras tentativas de se nacionalizar a produção de quadrinhos, no Brasil. Para os estúdios de Maurício de Souza e o grupo Folha, produziu Vizunga, um dos primeiros personagens de quadrinhos realmente com background ecológico. Homem de fortes convicções, Colin sempre rendeu ótimas e esclarecedoras entrevistas... tão boas quanto suas histórias. Entre os anos 70 e 80, produziu ininterruptamente, colaborando para as publicações das editoras Grafipar e D-Arte, entre outras. Prolífico até o fim de sua vida, Colin ficou conhecido pela nova geração de leitores brasileiros, ao estrelar publicações especiais como: O Boi das Aspas de Ouro, Estórias Gerais e Fawcett. Colin faleceu em 13 de agosto de 2002, devido a complicações respiratórias. Tem em artistas como Watson Portela verdadeiros admiradores. “O Colin eu gostava por causa do estilo ímpar. Se existiu um desenhista realmente brasileiro, foi o Colin”, lembrou Watson em uma entrevista.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Flávio Colin