Livro: A mulher de branco {1859}
Autor: Wilkie Collins {Inglaterra,1824-1889}
Tradução: Amanda Magri
Editora: Pedrazul
460p.
Desde o início, o leitor sabe que "A mulher de branco" lhe é narrado através dos depoimentos de quase todos os personagens envolvidos na investigação acerca do grande mistério do enredo.
Publicado, primeiramente, em folhetim, o livro foi uma das maiores sensações literárias da era vitoriana e é considerado um dos precursores dos romances de detetives. É fácil entender o porquê.
Walter Hartright é contratado para ensinar desenho a duas sobrinhas de Frederick Fairlie, de Limmeridge House. Na véspera da viagem, porém, de madrugada, no meio de uma estrada deserta e sombria, nosso mocinho se depara com a mulher de branco!!!
Alucinação? Fantasma? Uma deusa? Uma louca? Uma feiticeira? Não criemos pânico. Este é apenas o início de um longo romance vitoriano.
Ao chegar em Limmeridge House, Walter conhece suas duas pupilas: a arguta e interessante Marian Halcombe e a bela e frágil Laura Fairlie, que, inexplicavelmente, é muito parecida com ela, sim, a mulher de branco! Adivinhe por quem o trouxa do Walter vai se apaixonar.
Isso! Laura Fairlie, a herdeira de uma enorme fortuna, que no leito de morte de seu pai, prometeu casar-se com o enigmático Sir. Percival Glyde, cujo melhor amigo é um conde italiano, muito do suspeito, chamado Fosco.
Uma trama verossímil numa Inglaterra em que ser mulher lhe retirava quaisquer direitos patrimoniais que porventura lhe fossem legados. Numa Inglaterra em que o manicômio era sinônimo de prisão para mulheres inadequadas à sociedade. Numa Inglaterra em que uma das maiores desonras era ser ilegítimo. Numa Inglaterra vitoriana, enfim.
Contei demais? Não, não passei nem da superfície. "A mulher de branco" é um livro maravilhoso, cheio de reviravoltas, tiradas cômicas, pareceres jurídicos e personagens memoráveis. Um livro imperdível para quem ama literatura vitoriana e uma boa investigação.
Ps.: É cômico pensar que o único que enxerga Marian Halcombe como uma mulher atraente é ninguém menos do que Conde Fosco, um dos personagens mais inusitados de toda a literatura.