Ninguém Escreve ao Coronel -

    Gabriel Garcia Marquez

    Sabiá
    1968
    99 páginas
    3h 18m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Este livro conta a história simples, porém emocionante, de um coronel reformado que aguarda o pagamento de sua aposentadoria, atrasado pelos "canais burocráticos", enquanto tenta sobreviver, com a mulher asmática e um galo de briga que pertencera ao filho morto, numa cidadezinha mortalmente hostil, onde uma vez por semana chega a lancha do correio. É uma novela curta em que a densidade e o humanismo transbordam a cada página - uma poderosa sátira, para alguns a mais demolidora crítica à burocracia feita desde as obras do russo Gogol - já aí se encontrando vários personagens que apareceriam mais tarde no seu consagrador "Cem Anos de Solidão". García Márquez escreveu este livro numa época particularmente difícil de sua vida, em 1957, quando, então jornalista, vivia em Paris e enfrentava uma situação financeira crítica, sem poder afastar da lembrança que o seu mundo estava longe dali, na sua distante Colômbia. Nessa edição, ilustrações de Carybé.

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    Resenhas (345)Ver mais
    Clio picture
    Clio14/01/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Você tem brio? Meio sátira dos regimes ditatoriais latinos do século XX, meio retrato das mesmas culturas, García Márquez reconta o estado precário em que guerrilheiros da liberdade - ou ex-apoiadores do regime - se encontravam após a revolução. Não há nada de pena ou saudosismo na obra, as palavras do autor são uma crítica feroz aos ideais vendidos e aos suportes pecuniários que muitos prometeram àqueles que passaram a vida se dedicando a um ou outro governo. Quem não se lembra dos ex-guerrilheiros reclamando das pensões ou suas ausências na tv? Da mesma forma, o Coronel se rende às pequenas corrupções e indignidades do dia-a-dia na tentativa de sobreviver... pelo menos até que lhe ressurge o orgulho. Mais latino impossível.

    206 curtidas

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