Noite de temporal. chuvas abundantes e ventos furiosos. Alguém bate á porta. Do escuro, sobressai o azul daquele olhar tão expressivo. Não consegui disfarçar a minha surpresa. "Escreve livros, não é verdade? É que quero contar-te a minha historia, para que escrevas." Acenei afirmativamente e mandei-o entrar. Sentado a meu lado no sofá, de lagrimas nos olhos, desafiou as suas memorias. "não é uma historia fácil. É uma historia de violência, em que sou vitima e agressor. Fala de erros, perdão e arrependimento. Fala da vida!"