Em Los Angeles, nem todo mundo acreditava que o mundo de fato acabaria em 21 de dezembro de 2012 - luzes vermelhas e verdes decoravam cada canto da cidade para as festas de fim de ano. Assim, no dia 11 de dezembro - como fazia todos os dias -, o dr. Gabriel Stanton acordou cedo, passeou pelo calçadão de Venice Beach e parou no Groundwork Café, antes de seguir para seu laboratório no Centro Príon de Controle de Doenças. Ao chegar lá, contudo, recebeu uma ligação. Urgente. Enquanto isso, Chel Manu, uma importante pesquisadora em linguística e epigrafia maia do Getty Museum, é interrompida em seu escritório por um comerciante do mercado negro de antiguidades que - desesperado - implora para que ela guarde por um tempo a sua aquisição mais recente. No fim do dia, Stanton, o maior especialista do mundo em doenças priônicas, estará às voltas com um paciente guatemalteco cujos sintomas confundem e aterrorizam. E Chel, a jovem estrela no campo dos estudos maias, terá diante de si um artefato ilegal que pode conter a resposta para um dos grandes enigmas da história; por que os reinos maias desapareceram da noite para o dia. Isso tudo num momento em que a nossa própria civilização pode ter o mesmo destino. Numa corrida contra o tempo - ao longo dos poucos dias que restam antes 21 de dezembro de 2012 - Stanton e Chel terão de unir forças para evitar que o pior aconteça.
Rico em informações e outra visão para um tema bastante falado.
<p align="justify">Quando vi as três opções de livro de setembro da parceria, fiquei na dúvida sobre qual escolher porque gosto bastante de livros com contos e foi com muita dúvida que acabei ficando com 21/12. Mesmo não curtindo muito esse tema thrillers "fim do mundo". Dustin Thomason é famoso por um livro que até hoje não tive muita vontade de ler por causa da capa e me senti compelida a descobrir porque o autor é tão elogiado. Thomason construiu uma história possível e interessante misturando medicina e cultura maia. 11 de dezembro. Dr. Gabriel Stanton é especialista em príons e doenças priônicas. Os príons são compostos por proteínas e não possuem DNA e RNA, sendo então agentes causadores de doenças incuráveis. Um exemplo que todo mundo conhece é a doença da "vaca louca". Doenças priônicas causam insônia severa e todos os sintomas que ficar mais de uma semana sem dormir desencarreta. Leva a pessoa a morte em pouco tempo. Stanton não teve muito trabalho depois que os cientistas conseguiram isolar o gene dos bovinos que levava a produção dos príons e passou os últimos anos pesquisando. Isso até receber o telefonema da Dr. Thane, o chamando para avaliar um caso que segundo ela era doença priônica. Stanton não estava convencido, mas chegando ao hospital constatou que o desconhecido estava mesmo doente. O problema é que ele não fala uma palavra de inglês e a causa permaneceria desconhecida até um tradutor chegar. E é ai que entra Chel. Ela é da região maia da Guatemala, mas vive nos Estados Unidos há muitos anos. É curadora do Getty Museum, especialista em antiguidades maias, extremamente competente quando se trata de analisar e traduzir documentos antigos. Chel recebeu de um velho amigo algo inimaginável. Um códex, o mais antigo que Chel já tinha visto e que, ao ser chamada ao hospital pelo Dr. Stanton ela teve certeza estava intrinsecamente ligado a nova doença. Uma doença que se espalhada poderia devastar o mundo. Essa é a premissa central da história. Um códex antigo aparece e junto com ele uma variável assustadora de doença priônica, capaz de se espalhar facilmente. A narrativa de Thomason flui rápida e explica o necessário para o leitor leigo sem prolongamentos desnecessários. A trama soa extremamente possível, afinal que forma melhor de devastar a humanidade até o dia 21 de dezembro do que uma doença de transmissão rápida, sem cura e que leva a morte em menos de dez dias? Quando se fala em fim do mundo todo mundo imagina o planeta explodindo, mas ninguém pensa na possibilidade de que apenas os seres humanos morrerão? Se o livro está correto vale lembrar que os maias falaram em o fim da nossa raça, para o começo de uma nova era. É nesse ponto que falarei da extensa pesquisa que Thomason fez para construir ambas as estruturas do seu livro. Tanto a parte sobre doenças priônicas quanto todos os pormenores da cultura maia são encaixados na história muito naturalmente. Ao unir fatos históricos comprovados com um tema tão explorado nos últimos tempos o autor conseguiu criar uma história bem interessante. Ao longo da trama o autor intercalou capítulos do códex que Chel estava traduzindo em busca de informações sobre a doença. Ao mesmo tempo em que tentava encontrar alguma pista para a história central fiquei pasma com a quantidade de detalhes da cultura maia que foi possível aprender. O ruim foi que o autor pesou demais em alguns capítulos desses e o leitor menos interessado em história pode achar cansativo. O único pecado do livro foi focar na histórica, na riqueza de informações e esquecer a construção de seus personagens. Tanto Stanton quanto Chel são apresentados de forma sucinta. O mesmo vale para os secundários. A sorte é que a outra parte prende e instiga o leitor até o fim. O livro ganha ritmo a medida que a trama vai se desenrolando com ação e descrição do cenário que a doença causa. O final foi satisfatório e pela forma que o autor finalizou fica claro que ele queria uma história mais séria, sem aquele apelo trágico que livros e filmes que falam do 21 de dezembro usam. Não é uma história que vai agradar a todos, mas que com certeza amplia a visão e de certa forma assusta. Afinal e se? E se uma doença dessas se espalha? Pois é... Leitura rápida, agradável, de narrativa rica, com uma história original dentro de um tema que está ficando batido e que (...) Termine o último parágrafo em: http://www.cultivandoaleitura.com/2012/09/resenha-2112.html
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