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    Retrato de um casamento - Portrait of a Marriage

    Pearl S. Buck

    Melhoramentos
    1967
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.7
    9 avaliações
    Leram24Lendo1Querem21Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos1Desejados21Avaliaram9

    Portrait of a Marriage (1945), traduzido por Lúcia Benedetti como “Retrato de um casamento”. Foi publicado pela Livraria José Olympio Editora na Coleção Fogos Cruzados nº 78, em 1947, 1949 (2ª edição), 1953 (3ª edição) e 1954. Foi publicado, também, pela Editora Melhoramentos. Em Portugal, traduzido por Eugênio Navarro sob o título “Casamento” pela Editorial Minerva (Lisboa), 1947 (1ª edição), 1951 (3ª edição), 1956 (4ª edição), 1958, 1962 (5ª edição).

    Resenhas (2)Ver mais
    Xandy Xandy picture
    Xandy Xandy03/02/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Afinal, o casamento foi um erro ou não?

    O livro narra a história de um casamento entre um homem rico que encontra uma jovem em uma vila no interior e decide pintá-la. Embora suas origens sejam diferentes, eles se sentem atraídos um pelo outro. No final do século XIX, William Barton, um jovem pintor promisdor que vem de uma família muito rica, se apaixona pela belíssima camponesa quase analfabeta Ruth Harnsbarger . Embora não pudessem ser mais diferentes e os pais de William desaprovassem veementemente, eles se casaram e mais tarde se estabeleceram na fazenda com os pais de Ruth. O livro então os acompanha nas próximas décadas e examina de perto a natureza de seu relacionamento. A premissa é que eles são pessoas muito diferentes, mas mesmo assim são felizes porque se amam. Enquanto Ruth é uma mulher trabalhadora, temente a Deus, pragmática e simples que não tem interesse nas artes plásticas, William é apenas um artista altamente educado, racional e egoísta, que nunca teve que fazer qualquer trabalho árduo em sua vida e não está disposto a mudar isso. O mais normal seria que a paixão de um pelo outro se extintiguisse por completo e o amor de ambos fosse desaparecendo com o tempo, mas à medida que suas vidas progridem e eles veem suas diferenças cada vez mais claras, este amor não vacila. Ruth tem que fazer absolutamente tudo, ela cuida dele, da fazenda e, posteriormente dos filhos, e fornece uma renda estável, enquanto ele, diariamente, apenas pinta seus quadros. Ela está ciente desse desequilíbrio, mas o ama. Às vezes ela parece sentir algum ressentimento, mas porque no fundo ela não acha que é boa o suficiente para ele, e deixa isso de lado. Por outro lado, William abre mão de muita coisa para estar com Ruth: para casar com ela, ele praticamente rompe com os pais e perde o acesso à riqueza deles. Ele raramente sai da fazenda, por isso sua carreira de pintor não decola como provavelmente poderia, mas ele a ama e fica, algo realmente intrigante, porque realmente parecia que ele estava desperdiçando sua vida ali. Ele não se importava com a fazenda, com a comunidade, nem mesmo com os filhos, apenas com suas pinturas e com Ruth. No início do livro, a dinâmica entre os dois mundos opostos de William e Ruth é o foco, mas tudo vai mudando de acordo com o avanço da leitura. Muitos críticos dizem que este não é o melhor livro da autora, ganhadora do Nobel de literatura em 1938. Mesmo assim, eu gostei.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.7 / 9
    • 5 estrelas67%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Pearl Sydenstricker Buck

    Nascida Pearl Comfort Sydenstricker (Hillsboro, 26 de junho de 1892 — Danby, 6 de março de 1973), também conhecida por Sai Zhen Zhu (chinês: 賽珍珠) foi uma sinologista e escritora estadunidense. Ganhadora do Prémio Pulitzer de 1932, recebeu o Nobel de Literatura de 1938.

    60 Livros
    60 Seguidores

    Pearl Sydenstricker Buck