O livro é extremamente viciante, falo sério! Em outras vezes posso até ter dado uma “aumentada”, mas esse REALMENTE é. Eu não consegui parar de ler, mesmo no começo quando achei que estava chato, não consegui largar.
Passei tanta raiva com a Bella que eu quis ir para dentro do livro e espancá-la, pois ela não teve nenhum cuidado em relação à criança que estava esperando... Ela é uma criatura fútil e mimada, que queria um brinquedinho ao invés do filho. E o engraçado é que a autora cita diversas vezes que ela fica bêbada enquanto grávida e fuma que nem uma condenada, como se fosse a coisa mais normal do mundo!! (AFFFF)
O marido é um babacão, os amigos piores ainda. Só se salva o sócio da empresa onde a Bella trabalha, e esse ainda com ressalvas, mesmo sabendo que ela era casada o cara caia em cima. Tudo bem, ela deu liberdade, mas qual é? Gente casada é casada.
Vocês devem estar se perguntando como isso é viciante? Nem eu sei, essa escritora deve escrever MUITO BEM, ter alguma magia no meio que vicia. Sério.
E depois de viciada, as coisas começam a melhorar. Quando o pequeno Markie nasce depois de um parto HILÁRIO, o instinto maternal aparece. E nesse momento, aquele chavão que o “filho transforma a pessoa da água pro vinho” demonstra ser verdadeiro. É lindo o relacionamento que ela cria com o menino, deu vontade de ser mãe. (Ooops, nem tanto Lari!)
Carmem Reid conseguiu captar bem todas as inseguranças de uma mãe que precisa trabalhar, ela trouxe à tona todas as facetas de medo, receio e culpa; pois apesar do filho ser essencial, há de se ter satisfação profissional: apesar do enorme desejo de super proteção, a mãe deve ter vida alheia. Só que a Bella pena em aprender isso, num momento era viciada em trabalho, em outro não conseguia largar o Markie, virou quase compulsão. E nesse tempo em que ela precisou se reencontrar, quase perde o marido! Tudo bem que, ao meu ver, ela merecia perder mesmo.
Não sendo contraditória, eu RECOMENDO a história, mas somente àquelas que sabem se controlar e não a jogam na parede. E eu só não fiz isso porque estava o notebook (risos).
Um chick lit como tantos outros, impregnados de bom humor!