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    Almoço Nu - The Naked Lunch

    William Burroughs

    Círculo do Livro
    1987
    238 páginas
    7h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.3
    14 avaliações
    Leram34Lendo4Querem131Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos1Desejados131Avaliaram14

    The "Naked Lunch", (adaptado para o cinema em 1991, por David Cronenberg, no filme "Mistérios e Paixões"). é um romance autobiográfico de William S. Burroughs publicado originalmente em 1959. Burroughs apresenta, nesta obra, imagens e situações que aos poucos se tornam familiares, onde o leitor é atirado de uma espelunca urbana cheia de viciados, para o coração de uma floresta e depois para uma cidade que mais parece a projeção paranóica de qualquer grande metrópole no mundo. No livro, o leitor segue a narração de um "junkie", William Lee, que assume vários pseudônimos — dos EUA ao México e, eventualmente, à Tânger (África do Norte) e à dimensão surreal da "Interzone". . . ==== https://pt.wikipedia.org/wiki/Naked_Lunch ==== |...| "Em Almoço nu, o autor descreve brilhantemente os confusos e trágicos caminhos das drogas. Parece tema ultrapassado, mas a questão é antropológica: aí, nesta época, o mundo estava mudando e artistas europeus, norte-americanos mais destacadamente, abriram suas almas à literatura — mais contundentemente — e por isso mesmo fica fácil para o leitor entender fases e processos que deram novos rumos à literatura mundial. [...] É um poeta desiludido que nos oferece esse almoço. Sua obra é um livro rouco que não traz lições nem modelos, apenas a perplexidade. não procuremos significados complexos nesse insólito repasto poético, tenhamos a humildade de nos assombrar diante de tanta franqueza e de tanta fúria. Nesse livro, não há poses estudadas, rodeios retóricos e filosofias preconcebidas. Mas também não há censuras de qualquer espécie, filtros ou anteparos. Os choques vêm diretos. |...| "Percebe-se neste atual cenário literário uma febre por autores novos e lançamentos muitas vezes comerciais de editoras que só visam lucro imediato. Por aqui, a Bienal transcorreu como sempre: muito bem organizada, alguns novos escritores lançados e uma perceptível concorrência das editoras. Mais à frente falarei de alguns bons acontecimentos da Bienal. Porém resolvi falar de literatura americana (que adoro) porque tenho uma peça para teatro que traz Burroughs em cena e esta peça está cotada para ser encenada ano que vem. Talvez. No Brasil, principalmente aqui no RJ, é muito complicado mexer com teatro porque as cartas são meio que marcadas. Aqui no blog eu me limito, como os amigos já devem ter notado, em comentar sobre autores consagrados, não por serem consagrados mas por acreditar em influências. E a literatura da década de sessenta é base incontestável para autores da atualidade. Bom, como os clássicos que não morrem jamais'.' --- Daisy Carvalho, escritora e roteirista de TV e Cinema. [William Burroughs] Ensaísta, romancista, contista e poeta norte-americano. Nasceu a 2 de fevereiro de 1914, em St. Louis -- Missouri. De familia rica — a do inventor da máquina de calcular Burroughs. Depois de formar-se na aristocrática Universidade de Harvard, em 1936, Burroughs passou temporada na Europa. Sua atividade literária começou sem uma motivação mais profunda, segundo ele mesmo: “Eu não me sentia compelido. Não tinha nada para fazer. Escrever dava-me algo para fazer cada dia.” Entrou, como outros escritores contemporâneos, para o mundo das drogas, e este processo acelerou-se depois de matar, acidentalmente, sua esposa. . .

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    Resenhas (3)Ver mais
    AGNALDO RODRIGUES picture
    AGNALDO RODRIGUES17/01/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    As drogas causam o alívio e dor

    Vi uma citação em um outro livro e resolvi dar uma chance a esse autor nada convencional. Confesso que a maior parte do livro parece um diálogo de fim de festa com todos bêbados tendo ideias e teorias magníficas sobre como ficar rico ou sobre o surgimento do universo, porém com uma pequena diferença no quesito maluquice, pq aparentemente ele viveu muitas coisas e resolve escrever tudo isso chapado de drogas e algumas histórias são sem sentido nenhum e com alto teor de depravação. Mesmo assim é possível encontrar algumas histórias interessante e o final do livro é algo muito importante, pois ele retrata suas experiências com as várias drogas e quais são seus efeitos. No geral é um livro bem absurdo, porém consegui sentir um pouco da idéia do autor, e tenho uma nova perspectiva sobre o mundo.

    15 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 14
    • 5 estrelas43%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas7%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    William S. Burroughs

    William Seward Burroughs II [aka William Lee], foi um escritor e artista americano -- jornalista, pintor, declamador-performer e crítico social dos Estados Unidos, graduado pela Universidade de Harvard em 1936. A sua obra mais conhecida é 'Naked Lunch' -- Almoço Nu no Brasil e Festim Nu / Refeição Nua em Portugal, seguida de Junkie. Grande parte de sua obra, de atmosfera surreal, onírica, fantástica e grotesca, tem caráter autobiográfico. Apesar de fazer parte da chamada geração beat, seus livros têm pouco em comum com o restante desses autores, já que a linguagem utilizada provém de fluxos de consciência durante o uso de alucinógenos. Homossexual depois da morte acidental da esposa causada por um disparo com arma de fogo. Foi um dos pioneiros da literatura experimental, tanto no universo léxico escatológico, urbano, comum e absurdo como no consumo de drogas para produção subjetiva de textos.

    53 Livros
    169 Seguidores
    Missouri, EUA

    William S. Burroughs