No presente trabalho analisaremos a narrativa de Alfredo Marien, Era um poaieiro (1944) numa perspectiva acerca das relações temporais e espaciais existentes na obra. Publicado em 1944, o romance matogrossense Era um poaieiro configura-se um cuidadoso e belo trabalho de Marien, inclusive, em retratar o sertão mato-grossense, tendo como subsídio a descrição da colheita da poaia. Na trajetória dos poaieiros, comandada pelo protagonista Brasilino, o espaço descrito ganha amplitude e torna-se um elemento primordial e digno de evidência. Segundo Otoniel Mota, esta narrativa tem três qualidades incontestáveis: originalidade quanto ao assunto, a escrita traz o sabor inconfundível do testemunho ocular e é escrita em bom português, num estilo singelo e agradável. Partindo do pressuposto de que na obra espaço, tempo e personagem são elementos que se inter-relacionam constantemente, o presente artigo propõe demonstrar e analisar, de forma concisa, o envolvente trabalho que há nesta tríade, refletindo em bases teóricas num contexto exclusivamente estético.
Era um poaieiro -
Alfredo Marien
Livraria Técnica
1944
182 páginas
6h 4m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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