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    A ficção vida -

    Sebastião Uchoa Leite

    34
    1993
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-10: 8585490128
    Português Brasileiro
    4
    1 avaliação
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    "A ficção vida" é um conjunto de poemas que desmascara as marcas ideológicas do cotidiano ou que assinala a irrupção da falta de sentido e da violência. A crítica à metáfora também está presente, que o poeta opera de forma a descobrir até que ponto metáforas podem caracterizar a realidade do cotidiano. A atenção crítica à realidade, por sua vez, convive com outras zonas de percepção e estende-se até poemas que interrogam a natureza do real. Sebastião Uchôa Leite, neste trabalho, despoja ainda mais a dramaticidade que perpassa sua poética, tematizando as faces que a morte pode assumir, numa performance única de tensão entre emoção, ironia e desapego em imagens objetivadas.

    Resenhas (2)Ver mais
    Rafael Caetano picture
    Rafael Caetano02/09/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Morte nada piegas

    O livro de poesias de 1993 de Sebastião Uchôa Leite é excelente. Oferece formas originais de olhar para o que a cultura, em profusão, nos coloca diariamente. Ante tantas mediações criadas para a vida, instrumentos que perduram artificialmente, evidencia-se uma inflação da presença da morte, pois tudo o que o homem cria, um dia encontra o fim. Entretanto, para que isso ocorra, o olhar sobre a morte é feito sem alarde, sem deixar de lado a coragem de olhá-la de frente, como um cirurgião ante uma incisão a fazer. Dessa tensão resultante ensaia-se um desprendimento, uma (talvez) serenidade. Permeando as jornadas poéticas, referências à literatura, música e artes plásticas, fazendo com que o alcance dos poemas, curtos, se expanda tremendamente. Pequeno no tamanho, grande na construção da beleza! Recomendado!

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    Sebastião Uchoa Leite profile picture

    Sebastião Uchoa Leite

    Sebastião Uchoa Leite nasceu em Timbaúba, Pernambuco, 31 de janeiro de 1935. Viveu no Recife até 1964, onde começou a publicar sua poesia. Estudou direito e filosofia na hoje chamada Universidade Federal de Pernambuco. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1965 e trabalhou em algumas editoras e projetos editoriais, como Enciclopédia Mirador Internacional coordenada por Antonio Houaiss, na editoria de literatura e arte, junto a Otto Maria Carpeaux. Ganhou o prêmio Jabuti por seu livro de poemas Antilogia, em 1980. Em 1991, trabalhou no Arquivo Nacional e, em 1992, no Instituto Brasileiro de Arte e Cultura- IBAC - hoje Funarte. Em 1995, foi convidado a assumir a Coordenadoria de Editoração do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Além desses trabalhos, também traduziu livros de Lewis Carroll, Cortázar e Stendhal, para citar alguns, e foi premiado por suas traduções em várias ocasiões. Faleceu em 2003, aos 68 anos.

    8 Livros
    1 Seguidor
    Pernambuco, Brasil

    Sebastião Uchoa Leite