Sol sem Pálpebras é o primeiro livro do poeta Rodrigo Madeira. O livro está repleto de provocações, como a de que Paulo Leminski não morreu de bebida, mas foi "morto" por Rodrigo, que assume a autoria do crime e espera que o mesmo aconteça a si pelas mãos de algum poeta à espreita. Outra provocação: Deus criou o mundo em seis dias, e no sétimo o homem criou Deus. Rodrigo Madeira é leitor de Rimbaud, Maiakóvski, Drummond, Ferreira Gullar e Garcia Lorca, e as influências perpassam sua dicção poética. No mais das vezes nostálgica e melancólica, no entanto, a poesia do iguaçuense residente em Curitiba desponta com breves momentos de epifania, que é a percepção do sagrado por vias que não tradicionais.