Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores308
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Helenismo, Roma e Cristianismo Primitivo (Série História das idéias políticas / Coleção Filosofia Atual #I) - História das Ideias Políticas - Volume I

    Eric Voegelin

    É Realizações
    2012
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9788580330915
    Português Brasileiro
    4.6
    37 avaliações
    Leram57Lendo12Querem236Relendo1Abandonos2Resenhas2
    Favoritos5Desejados236Avaliaram37

    Em Helenismo, Roma e Cristianismo Primitivo, primeiro volume de sua História das Ideias Políticas, o filósofo austríaco Eric Voegelin demonstra que a “desintegração espiritual” do mundo grego inaugurou um longo processo de transição na autocompreensão do homem do Mediterrâneo e da Europa. As reflexões que surgem são preocupações universais sobre a ordem da existência humana na sociedade e na história.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Felipe Correia Pimenta picture
    Felipe Correia Pimenta30/01/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Desde a Queda do homem toda filosofia ou teoria política pode visar apenas atenuar os efeitos da maldade e do egoísmo intrínseco à Humanidade. Essa foi a sábia conclusão a que chegou o pensamento cristão desde a Era Patrística. Toda solução política não é definitiva e está sujeita ao desastre pela própria imperfeição dos homens e mulheres. Mesmo Platão já havia fracassado em sua atividade política, e em seu diálogo A República fica claro que todo o filósofo deve exercer a política e a atividade educativa para ensinar ao povo o Bem contemplado após sua libertação da caverna. Isso implica que ele deverá enfrentar a incompreensão da sociedade e manterá sua alma tranquila para um possível sacrifício da sua própria vida por parte de quem tem o poder. Foi o que aconteceu com Sócrates. Esse primeiro volume da grandiosa série História das Ideias Políticas escrita por Eric Voegelin faz um estudo sobre o pensamento político da Grécia Helenística, de Roma e do Cristianismo Primitivo. O começo da obra fala sobre um problema que começou a atingir o mundo grego já no tempo de Platão que foi a dissolução da Hélade. Voegelin nos ensina que Platão havia tentado criar uma sociedade baseada apenas na força da alma. Negando completamente o relativismo dos Sofistas para quem “o homem é a medida de todas as coisas”, Platão oferece a sua visão de que “Deus é a medida de todas as coisas”. O livro não tem um capítulo reservado a Platão e nem a Aristóteles porque Voegelin já havia dedicado a eles um estudo completo em Ordem e História III. Na verdade temos logo no início a opinião dos filósofos Cínicos como Diógenes para quem o problema da Pólis não era relevante porque a “pátria do sábio era o mundo inteiro”. Com isso, diz Voegelin, Diógenes cria sua versão de uma Cosmópolis. Como símbolo do final da Hélade, Voegelin escolhe a filosofia de Epicuro. Esse filósofo não refletiu sobre os grandes problemas da política ou mesmo espirituais. O pensamento de Epicuro foi bastante tranquilizador para uma época de decadência e é até mesmo sedutor para o homem moderno. Os deuses não estão preocupados com o homem e esse último não precisa se preocupar com a morte. Basta buscar prazeres moderados (e não hedonistas) e evitar qualquer pensamento supersticioso. Epicuro visava a salvação do Homem por uma filosofia de conduta baseada em um círculo de amizade, o que era o contrário do que pregava Platão, ensina Voegelin. Platão queria que sua ideia de um cosmion político funcionasse como um meio de diminuir a ansiedade e a tensão da existência; sua comunidade era destinada a elevar a alma do homem a um nível bem-ordenado. Com o surgimento da Macedônia e o seu personagem principal Alexandre- visto por seu povo como um Salvador e deus-homem à semelhança de Jesus, como percebe Voegelin-, começa uma era de uma civilização interracial. As ideias provincianas do mundo grego a respeito dos bárbaros foram rejeitadas pelo grande líder macedônio. Conforme relatado no livro, atribui-se a ele a frase “deus é o pai comum de todos os homens”. O conceito grego de homonoia (união entre as mentes), que durante muito tempo ficou restrito à comunidade da Pólis, é agora estendido por Alexandre a toda humanidade. Quando ele se apresenta ao sacerdote de Amon no Egito, ele faz uma oração pela homonoia entre gregos e bárbaros. Essa atitude foi completamente desprezada pelo filósofo romano Cícero, para quem a homonoia só seria alcançada pela ação das Legiões de Roma. Com os sucessores de Alexandre, os Ptolomeus, realiza-se uma ideia do mundo helenístico que havia sido defendida por Platão, que é enxergar no Rei ou governante como um nomos empsychos (a lei animada). Todas as dinastias dos soter (salvador) refletem o conceito platônico. Os estoicos tinham uma noção de que cada homem possuía uma centelha divina, mas Voegelin demonstra que eles preservaram a separação dos Cínicos entre o homem sábio e o povo. Por causa disso, o ideal político dos estoicos foi sempre mal resolvido. Para eles, a homonoia é algo natural entre os homens sábios-e somente entre eles. A homonoia entre os povos não é necessária no pensamento estoico. Existe um breve capítulo sobre as ideias políticas de Israel.Podemos resumir o pensamento do judaísmo antigo da seguinte maneira: Israel sempre teve uma ideia messiânica. Quando o povo Hebreu sentiu a necessidade da criação de uma monarquia, isso foi feito muito contra a vontade de Deus. Ou era o Senhor que governava ou era o Rei, e a tensão entre esses dois poderes permaneceu constante. Com a expectativa do Messias, visto como um salvador ou vingador terreno do povo judeu, houve uma contradição entre se era Deus quem iria salvar e julgar o mundo ou seria um Rei encarnado na figura de um homem. Como Jesus Cristo recusou-se a fazer o papel de um Messias político preocupado com uma vitória militar neste mundo, o judaísmo ortodoxo o rejeitou. O caráter imanente da religião judaica foi rejeitado por Jesus Cristo, que estava preocupado com o outro mundo e não com o nosso. É estranho que Eric Voegelin não parece apreciar ou gostar muito da figura de Jesus Cristo. Estudiosos (alguns) da obra dele parecem ter percebido isso. Para terminar, Voegelin dedica a Santo Agostinho um lugar de destaque no livro. Agostinho foi o grande responsável pela ideia que prevaleceu no mundo medieval de que estávamos caminhando para uma decadência. Voegelin diz que Hegel também tinha essa opinião. Depois de séculos de teses e antíteses para chegar-se à síntese prussiana, o que poderia vir depois só poderia ser o precipício. Na concepção de Agostinho, a Igreja era um corpo misto que envolvia santos e pecadores. A luta era entre a Cidade de Deus (formada por quem tinha a Deus como fim e desprezava esse mundo) e a Cidade dos Homens (formada por quem despreza a Deus e se contenta com esse mundo). Voegelin deixa claro que essas duas cidades jamais foram identificadas com nenhuma instituição humana. Para Agostinho, o povo só pode existir se houver uma concordância sobre o que amar. Agostinho ensina que é Deus quem escolhe os habitantes da Cidade Celeste, de maneira que essa não é uma escolha feita democraticamente pelo povo.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4.6 / 37
    • 5 estrelas59%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas8%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Erich Hermann Vögelin profile picture

    Erich Hermann Vögelin

    Eric Voegelin foi um filósofo, historiador e cientista político alemão radicado nos Estados Unidos, considerado um dos mais originais e influentes do nosso tempo. Nascido em Colônia (Alemanha), estudou na Universidade de Viena, da qual se tornou professor de Ciência Política na Faculdade de Direito. Em 1938, por radical discordância do nazismo, emigrou com sua mulher para os Estados Unidos da América, tendo adquirido a cidadania norte americana em 1944. Passou a maior parte de sua carreira na Universidade do Estado de Louisiana, na Universidade de Munique e na Hoover Institution da Universidade de Stanford. Publicou vários livros e mais de uma centena de artigos, recolhidos nos 34 volumos do Collected Works da University of Missouri Press.

    18 Livros
    88 Seguidores
    Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha

    Erich Hermann Vögelin