Eu já disse algumas vezes que, à exceção de determinados poetas e específicos excertos, poesia não muito minha praia. Ainda assim, e talvez por ter iniciado a leitura sem muitas expectativas, fui muito bem surpreendido pela obra de Manuel Bandeira, que - fora o famosíssimo poema sobre Pasárgada - desconhecia totalmente! Por nos remeterem a alguma coisa da infância inocente, alguns poemas nos fazem sorrir de forma tímida; outros, mais pessimistas (aos 16 anos de idade, o autor se descobriu tuberculoso e, desde então, esperava diariamente pela morte - que só veio aos 82 anos), traziam uma certa tristeza, um saudosismo, uma nostalgia de coisas muitas delas não vividas. Enfim, uma obra divertida e de um lirismo simples e bonito, que vale a pena ser lida. Talvez, em uma futura releitura e depois de estudar um pouco mais sobre a vida do autor, eu consiga captar de forma mais profunda tudo o que ele tentou nos passar.