Andrés Oppenheimer demuestra en este libro que mejorar sustancialmente la educación, la ciencia, la tecnología y la innovación no es tarea imposible. Pero sí tremendamente necesaria. La razón es simple: el XXI será el siglo de la economía del conocimiento. Contrariamente a lo que pregonan presidentes y líderes populistas latinoamericanos, los países que avanzan no son los que venden materias primas ni productos manufacturados básicos, sino los que producen bienes y servicios de mayor valor agregado. ¡Basta de historias! es un agudo viaje periodístico alrededor del mundo, que aporta ideas útiles para trabajar en la principal asignatura pendiente de nuestros países y la única que nos podrá sacar de la mediocridad económica e intelectual en la que vivimos: la educación. “Este libro sale a la luz en momentos en que buena parte de Latinoamérica está festejando el bicentenario de su independencia. La obsesión con el pasado es un fenómeno característico de la región. Curiosamente, no ocurre lo mismo en China, India y otros países asiáticos y de Europa del Este, a pesar de que muchos de ellos tienen historias milenarias. Vale la pena entonces hacernos una serie de preguntas tan pertinentes como políticamente incorrectas: ¿Es saludable esta obsesión con la historia? ¿Nos ayuda a prepararnos para el futuro? ¿O, por el contrario, nos distrae de la tarea cada vez más urgente de prepararnos para competir mejor en la economía del conocimiento del siglo XXI?”
Basta de Historias - La obsesión latinoamericana con el pasado y el gran reto del futuro
Andres Oppenheimer
Basta!
Segundo o Andrés a america latina dá uma atenção enorme ao passado, às histórias. A educação é visionária por natureza, é o que prepara para o futuro, e devemos ser capazes de olhar mais à frente. há diversos números comparando a quantidade de formados em humanidades (psicologia, história, sociologia) e em formações técnicas (engenharias, computação, etc), dizendo que precisamos e precisaremos de muito mais engenheiros do que estamos formando atualmente. Defendendo que estamos na era do conhecimento, o autor mostra diversas cifras mostrando como o conhecimento - e sua formação com a educação - é o que permite agregar valor. Compara a exportação da Finlandia e Singapura, países sem nenhuma matéria prima com exportações maiores que a do Brasil (vale reconferir os dados) Começando pela Finlândia, vemos que o grande segredo é a qualidade dos professores. Lá, além do prestígio social de ser um professor, a menos oferta pois antes da faculdade inicia-se um filtro. Apenas os 10% melhores podem aplicar para a licenciatura. Para dar aulas ao primeiro ano deve-se ter um mestrado. Há salas com professoras principais e até 2 auxiliares, cuja função principal é ajudar com um atendimento mais pessoal os alunos que não entenderam a matéria. Se ainda assim não estiverem acompanhando a classe, há aulas particulares com elas depois da aula, e se ainda assim não conseguirem, no final serão encaminhados para escolas técnicas. A questão é tratar do problema quando ele surge e garantir que todos estejam compreendendo o que se ensina. Os salários dos professores são altos, como os de um engenheiro ou médico, e o plano de carreira bom. Há diversos estímulos para se estudar fora. Um ponto durante todo o livro é a quantidade de alunos que o pais manda pra fora, de preferência para faculdades bem colocadas na lista das 200 melhores. E quantos recebe também. As faculdades e cada curso individualmente são constantemente avaliadas por professores renomados que vêm de harvard, yale e etc. Depois dessa avaliação costuma-se fazer um relatório com recomendações que são levadas a serio. Há dados sobre inovação, quantas patentes registra anualmente cada país e a contribuição de cada universidade. A Finlândia criou uma faculdade da inovação, que tem cursos de engenharias e técnicos junto com cursos de arte. Com a queda da união soviética, o país perdeu sua fonte de exportação de madeira e teve que inovar. Assim, investiu pesado em educação. Com o tempo, a Nokia veio a ser a menina dos olhos. A parceria público-privada tem se mostrado fundamental para a inovação e a quantidade de patentes. Além de subsídios, incentivos fiscais, o governo fomenta a inovação com pesquisadores e centros universitários fortes, além de ministérios ou fundos para tal. Singapura é fortemente controlada pelo governo, mas investe forte em educação. A cultura coloca educação em primeiro plano, com histórias de pais que pagam grandes parcelas de sua fonte de renda para garantir o melhor colégio, viagens ao exterior e etc. O mesmo acontece na china. As escolas técnicas são excelentes. Quem não consegue entrar numa faculdade (há uma espécie de vestibular super concorrido) tem uma boa educação nestas. Há filiais de faculdades americanas lá, que dão aulas em inglês, com o mesmo currículo e diploma de suas matrizes nos EUA. O ensino do inglês é obrigatório e começa cedo. Há um centro de pesquisa gigantesco. A India não tem nenhuma infraestrutura, mas na década de 80 investiu mais nas faculdades. A controvérsia foi grande pois ainda havia falhas elementais nas escolas primárias e analfabetismo alto, mas os frutos foram uma mão de obra mais capacitada. Diversas empresas levaram filiais pra lá, pois o salário de um engenheiro ou programador anual é o que seria o mensal nos EUA ou europa. A China tem diversos programas de intercâmbio, e aparentemente faz vista grossa aos cursos que ensinam o capitalismo, como de administração. Há faculdades filiais de americanas também. Israel é o pais do empreendedorismo. Há um estatus social em empreender, e o hábito de contestar o que se sabe é um estimulante. Não há por assim dizer respeito pela hierarquia, a maioria das pessoas mesmo no exército tratam seus superiores pelo primeiro nome. O investimento em inovação é altíssimo. Há empresas com fins lucrativos dentro das faculdades com o objetivo de ajudar patentes a virarem produtos. Parte desses lucros quando retornam (a taxa de falência das start-ups é alta) ajudam a financiar os custos da faculdade. Há uma preocupação com os religiosos ortodoxos que tem um sistema de ensino à parte, que estudam apenas religião e não participam no mercado de trabalho. Um movimento "A educação é tudo" busca criar um currículo obrigatório mínimo, e conta com a ajuda da mídia, celebridades, ganhadores de prêmios Nobel para atacar com a artilharia midiática quando o governo não esta agindo de acordo com os planos educativos. As 12 chaves do progresso segundo o autor são: 1- Olhar mais a frente; 2- Fazer da educação uma "Tarefa de Todos"; Incluir diversos setores na pressão, a educação é importante demais para ficar somente nas mãos dos governos. 3- Inventar um PIB educativo. Uma forma de medir o acréscimo marginal de cada pessoa mais educada de forma numérica na economia e outras. 4- Investir na educação preescolar. Uma boa professora na preescola tem se mostrado muito mais impactante no futuro da criança que diversas outras medidas mais caras e mais trabalhosas. 5- Nos concentrarmos em formar bons professores; 6- Darmos estatus social aos docentes; 7- Oferecer incentivos salariais. A meritocracia é fundamental e fomenta a busca pela melhoria constante. Obama fez isso com concursos que só receberiam fundos os estados que implementassem leis de parte dos salários baseado no sucesso dos professores (a forma de medir esse sucesso ainda é controversa e o ponto de maior conflito com os sindicatos). 8- Façamos pactos nacionais. Visando superar a vontade dos políticos de fazerem obras ou investimentos que durem o seu mandato. Ter projetos educacionais de longa duração amarrados em pactos nacionais. 9- Romper com o isolamento educativo. Trazer professores e alunos de fora, mandar os daqui para lá e trazer filiais de faculdades estrangeiras (e boas) pra cá, facilitando a burocracia. 10- Atrair investimentos em alta tecnologia. Investir em educação, em instituições que sustentem a ciência e tecnologia, fazer com que as universidades estimulem que as ciências aplicadas se desdobrem ao sistema produtivo, oferecer estímulos ao setor privado para se envolver mais com a inovação e a exportação de produtos com maior valor agregado. 11- Formar uma "Educação Internacional". Rankings mundiais, provas internacionais aplicadas, transparência validada por orgãos intarnacionais e etc. 12- Uma atitude de paranoia saudável, e não complacência. Uma humildade e percepção de que outros estão fazendo melhor, e buscar alcançar ou superar, não ficar justificando e achando a culpa no passado. Basta de histórias.
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