Going Postal (Discworld #33) - author of Monstrous Regiment and Thud!

    Terry Pratchett

    Harper USA
    2004
    400 páginas
    13h 20m
    ISBN-11: 0060502932_

    Arch-swindler Moist Van Lipwig never believed his confidence crimes were hanging offenses - until he found himself with a noose tightly around his neck, dropping through a trapdoor, and falling into ... a government job? By all rights, Moist should have met his maker. Instead, it's Lord Vetinari, supreme ruler of Ankh-Morpork, who promptly offers him a job as Postmaster. Since his only other option is a nonliving one, Moist accepts the position - and the hulking golem watchdog who comes along with it, just in case Moist was considering abandoning his responsibilities prematurely. Getting the moribund Postal Service up and running again, however, may be a near-impossible task, what with literally mountains of decades-old undelivered mail clogging every nook and cranny of the broken-down post office building; and with only a few creaky old postmen and one rather unstable, pin-obsessed youth available to deliver it. Worse still, Moist could swear the mail is talking to him. Worst of all, it means taking on the gargantuan, money-hungry Grand Trunk clacks communication monopoly and its bloodthirsty piratical head, Mr. Reacher Gilt. But it says on the building neither rain nor snow nor glo m of ni t ... Inspiring words (admittedly, some of the bronze letters have been stolen), and for once in his wretched life Moist is going to fight. And if the bold and impossible are what's called for, he'll do it - in order to move the mail, continue breathing, get the girl, and specially deliver that invaluable commodity that every human being (not to mention troll, dwarf, and, yes, even golem) requires - hope.

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    Luciana Darce17/06/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    If you kept changing the way people saw the world, you ended up changing the way you saw yourself.

    Monopólio. Empresas de comunicação. Crise nos Correios. Chantagem, fraude, corrupção, assassinato. Parece familiar? Essas são as bases do trigésimo terceiro romance da série Discworld, publicado em 2004, que também foi adaptado pela Sky1 em 2010. Assisti os dois episódios da adaptação à época, mas só agora vim ler o livro (obedecendo minha agenda interna de tentar ler a série toda mais ou menos na ordem). E, a despeito de saber como a história terminava, para onde exatamente Pratchett estava indo com Going Postal, o prazer que senti em acompanhar e vibrar com a história foi maior do que muitos livros inéditos (pra mim) que andei lendo nos últimos tempos. Para começo de conversa, Going Postal nos apresenta uma nova faceta de Ankh-Morpork e um novo protagonista para os livros da série: Moist Von Lipwig. De certa forma, foi como redescobrir Pratchett, porque o livro é um pouco diferente do que já nos acostumamos nos trinta e dois livros que vieram antes. Até mesmo a apresentação – dividido em capítulos que começam com o desenho de um dos selos criados por Moist para o Serviço Postal de Ankh-Morpork e uma ‘sinopse’ de ocorrências – é diferente. Moist é um trapaceiro, acostumado a urdir fraudes, forjar documentos e enganar pessoas de uma forma geral. No início da história, ele está a caminho da forca pelos crimes cometidos contra a cidade... e ele é enforcado... mas não morto. Em vez disso, lhe é dada uma segunda chance por um ‘anjo’ – ninguém mais, ninguém menos que Havelock Vetinari, o Patrício de Ankh-Morpork. Vetinari oferece a Moist – agora que sua prévia encarnação (há muito que o homem não vivia sob a própria identidade) está morta – o trabalho de Chefe do Serviço Postal, com plenos poderes para trazer de volta à vida a moribunda instituição. O que Vetinari não avisa a Moist é que há cartas acumuladas de quase um século lotando o antigo edifício, gerando uma espécie de campo mágico capaz de provocar alucinações; que os três ou quatro últimos chefes do serviço morreram em circunstâncias misteriosas e que Reacher Gilt, o presidente da Grand Trunk Company – uma empresa que opera um sistema de torres de telégrafos (equivalente aos nossos telefones e celulares) conhecidas como ‘clacks’ – não admite concorrência. Logo Moist percebe que o patrício não lhe ofereceu o trabalho para fazer dele um homem honesto, mas porque apenas alguém com os únicos... talentos de Moist é capaz de lidar com o desafio de reabrir os Correios, ganhar a confiança do povo e derrotar Gilt em seu próprio jogo. O que Ankh-Morpork precisa é não de um homem honesto, mas de um showman com aparência de honesto, capaz de correr e chegar à lua antes de aprender a caminhar. Se Moist conseguirá reerguer o Serviço Postal, se irá sobreviver a Gilt, às cartas e ao salto das botas de Miss Adora Belle Dearheart (não se deixe enganar pelo nome!), ativista dos direitos dos golems, é algo que vocês terão de ler para descobrir. O que posso dizer mais sobre o assunto é: (1) gostaria de enviar cópias de Going Postal para os responsáveis pelas agências de correio brasileiras. Eles poderiam pegar uma idéia ou duas de lá. E não estou falando das fraudes e golpes perpetrados por alguns dos personagens, que isso eles não precisam que ninguém lhes ensine. (2) quero achar alguém que seja tão maluco quanto eu por Pratchett que entenda a piada se eu enviar cartas com selos de Ankh-Morpork. (resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)

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