Há algumas semanas, comecei a ler um manual de Ensino Médio de História. No final do período da América Portuguesa, deparei-me com um capítulo da Conjuração Mineira e logo me lembrei de "Liberdade Ainda Que Tardia". Acredito tê-lo ganho em alguma gincana da escola... o que significa que estava parado na estante há 7 ou 8 anos!
Ao final da leitura, senti-me um pouco frustrado, pois meu objetivo era compreender mais o período e a própria conjuração, porém, o "Liberdade Ainda Que Tardia" faz parte de um projeto para apresentar grandes nomes da literatura aos estudantes de escolas - fato que só descobri depois. Cumprindo seu objetivo, o panorama sobre a vida do Tomás António Gonzaga em Vila Rica é excelente! Excetuando-se as aulas da escola, este foi o meu primeiro contato com o autor, então as numerosas Liras, com suas respectivas contextualizações com a vida do Gonzaga, foram muito úteis para entender sua obra.
Em suma, não o recomendaria para alguém que quer se aprofundar nos acontecimentos históricos, mas sim na vida e obra do Gonzaga. Mesmo sendo uma ficção, é notória a extensa pesquisa realizada pelo Álvaro Cardoso Gomes.
Não considero spoiler, pois aconteceu há 231 anos, mas não leia caso não queira saber do final:
Única coisa que "não gostei" foi a atitude negacionista e humilhante (aquele poema exaltando o Visconde de Barbacena!!!) do Gonzaga e dos demais intelectuais após a traição... Entendo todos os argumentos que o autor trouxe para que não os vejamos como covardes, mas é difícil defendê-los...