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    Reagregando o Social - uma introdução à teoria do Ator-Rede

    Bruno Latour

    Edufba
    2012
    400 páginas
    13h 20m
    ISBN-13: 9788523208646
    Português Brasileiro
    3.9
    33 avaliações
    Leram66Lendo21Querem104Relendo1Abandonos3Resenhas2
    Favoritos3Desejados104Avaliaram33

    Neste livro, Bruno Latour busca apresentar a Sociologia de maneira menos antropocêntrica, trazendo os não-humanos ao centro do debate sociológico. O autor acredita que para entender ainda mais o humano é preciso partir da ideia de que os objetos são dotados de agência, ou seja, têm poder de ação.

    Resenhas (2)Ver mais
    Daniel Trugillo  picture
    Daniel Trugillo 03/05/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Redação peculiar. Ideias diferenciadas. Vale a leitura

    A obra é dividida em duas grandes partes e vários capítulos. É o primeiro livro que leio do Latour. De cara fica evidente uma forma peculiar de escrita, com toques de sarcasmo e metáforas. Ex em uma frase curta: “para entender o que considero ANT, precisamos libertar de suas gaiolas entidades até agora proibidas de pisar o palco e deixa-las perambular novamente pelo mundo” p. 342. Se por um lado essa personalidade deixa o texto mais leve do que uma tese acadêmica, por outro acaba esfumaçando alguns conceitos. Na primeira parte, Latour apresenta a ideia de que a sociedade é composta por uma rede complexa de associações entre seres humanos e objetos. Segundo ele, não tem “contexto”, “forças invisíveis” ou entidades pré-dadas que a teoria social mainstream costuma usar para explicar os fenômenos sociais. Latour deixa isso claro em expressões como “o social deve ser explicado, em vez de fornecer a explicação” p. 160, “abandonar a explicação social é como abandonar o éter” p. 342. Porém, pessoalmente senti que a sua argumentação é muito diluída, e não acompanha com a mesma intensidade suas frases de efeito. Depois de expor o problema de modo amplo, comentando as diferenças entre a “sociologia de associações” e a “sociologia do social”, Latour dedica a segunda parte do livro para definir conceitos importantes da ANT e retomar casos apresentados anteriormente. Explorando-os com esse novo olhar que a ANT consegue oferecer na modulação da sociedade. Particularmente gostei de um dos capítulos feito em forma de diálogo, entre um professor e um aluno. Esse é um diferencial do livro que fez eu bater o martelo para “ok, eu recomendaria a leitura do livro, nem que fosse por esse capítulo”. Nesse diálogo Latour antecipa e esclarece, na figura do aluno, várias dúvidas que eu fui tendo em relação a ANT. Enfim, Latour argumenta que o mundo social não é um conjunto de entidades pré-dadas, mas sim um processo contínuo de criação e manutenção de associações (entre humanos e não-humanos). Diante disso, ele propõe que a sociologia deve se concentrar no estudo dessas associações, em vez de tentar identificar estruturas sociais abstratas. Ao longo do texto fica evidente críticas a outros sociólogos, particularmente Bourdieu. ➡️RESUMO: indico, legal para usar como livro-texto para debates ou sala de aula. Achei a ANT conceitualmente justa e radical, além de difícil de sustentar teses sociológicas na prática (talvez porque o discurso dos ‘fatores sociais’ esteja muito arreigado). Anotei muitas passagens e é um livro para reler.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 33
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas55%
    • 3 estrelas12%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas3%
    Bruno Latour profile picture

    Bruno Latour

    Bruno Latour nasceu na cidade francesa de Beaune, na Borgonha, em 1947. Formado em filosofia e antropologia, foi entre 1982 e 2006 professor do Centre de Sociologie de l’Innovation na École Nationale Supérieure des Mines em Paris, além de professor visitante na University of California San Diego, na London School of Economics e em Harvard. Hoje leciona na Sciences Po de Paris. Em 2013 recebeu o Holberg Prize por sua contribuição às ciências humanas. É autor dos livros Vida de laboratório (com Steve Woolgar, 1979), Ciência em ação (1987), Jamais fomos modernos (1991), Políticas da natureza (1999) e Diante de Gaia (2015), entre outros.

    24 Livros
    24 Seguidores

    Bruno Latour