"O Poder de Dar, O Poder de Pedir, O Poder de Tomar" - A ação transcorre num país da América do Sul, batizado pelo autor com o nome ligeiramente ridículo, mas bastante adequado, de Latifúndia. Seu presidente, antigo craque de futebol e filho de uma senhora de bem fazer a quem lho pedisse - ou lhe pagasse - atende pelo nome ainda mais ridículo, mas também razoavelmente adequado, de Octavio Demasiado. O Embaixador dos Estados Unidos, personagem importante do romance e figura atuante no jogo político que se desenrola nos bastidores é Carl Aspinwall (...) Latifúndia, Demasiado, Aspinwall: uma nação potencialmente rica, mas terrivelmente subdesenvolvida; um populista cheio de boas intenções, mas limitado pelo despreparo ideológico e pelo idealismo político: um public servant altamente sofisticado, mas ingênuo, que despreza os power plays montados pela CIA mas acaba envolvido por eles. Jogando com personagens tão ricas e contraditórias a um só tempo, Robert Wool consegue armar um romance que nos atinge no mais fundo de nossa consciência (não seria melhor dizer inconsciência?), pois as histórias das repúblicas sul-americanas têm sido, neste século, variações do tema tragicômico que Uma Cerimônia de Inocência nos coloca diante dos olhos...