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    Noite na Taverna (Clássicos Brasileiros em HQ) -

    Álvares de Azevedo

    Editora Ática
    2011
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-13: 9788508148721
    Português Brasileiro
    3.8
    196 avaliações
    Leram330Lendo19Querem171Relendo1Abandonos2Resenhas11
    Favoritos11Desejados171Avaliaram196

    “Agora ouvi-me, senhores! Entre um brinde e uma baforada de fumaça, o que nos cabe é contar uma história sanguinolenta, um daqueles contos fantásticos.” Em uma taverna no longínquo século XIX, cinco amigos decidem narrar suas histórias de amor. Mas não espere encontrar aqui inocentes: as paixões de Solfieri, Bertram, Gennaro, Claudius Hermann e Johann são tão intensas quanto loucas. No passado, ainda jovens e inconsequentes, eles macularam suas vidas com atos infames, que nunca puderam esquecer. Inspirado em narrativas góticas, Álvares de Azevedo criou uma obra alucinante, que marcou para sempre a literatura brasileira. Esta adaptação em quadrinhos de Noite na Taverna, ilustrada por consagrados artistas de HQs de horror, reforça as intenções do autor ao apresentar em preto e branco tudo o que a novela tem de assustadora e apaixonante.

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    Resenhas (11)Ver mais
    Tiago Fagundes picture
    Tiago Fagundes28/11/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Essa é sem dúvidas a minha obra favorita do romantismo brasileiro, a qual destoa das obras produzidas por seus contemporâneos justamente por apresentar 5 histórias de terror, mas de cunho romântico, durante uma noite regada por bebidas e risadas entre amigos. A adaptação de uma obra clássica aos quadrinhos é uma forma de torná-la mais acessível ao público mais jovem, potencializando o que nela há de mais interessante: a atmosfera fantástica. No mais, deixo a recomendação da leitura da Resenha do Renan Caíque que para mim é irretocável e que aborda todos os dados que aqui não apresentei.

    13 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 196
    • 5 estrelas26%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas3%
    Manuel Antônio Álvares de Azevedo  profile picture

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo

    Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Mota Azevedo, passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo (1847) para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde desde logo ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias. Destacou-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental. Durante o curso de Direito traduziu o quinto ato de Otelo, de Shakespeare; traduziu Parisina, de Lord Byron; fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849); fez parte da Sociedade Epicureia; e iniciou o poema épico O Conde Lopo, do qual só restaram fragmentos. Não concluiu o curso, pois foi acometido de uma tuberculose pulmonar nas férias de 1851-52, a qual foi agravada por um tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de cavalo, falecendo aos 20 anos. A sua obra compreende: Poesias diversas, Poema do Frade, o drama Macário, o romance O Livro de Fra Gondicário, Noite na Taverna, Cartas, vários Ensaios (Literatura e civilização em Portugal, Lucano, George Sand, Jacques Rolla), e a sua principal obra Lira dos vinte anos (inicialmente planejada para ser publicada num projeto - As Três Liras - em conjunto com Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães). É patrono da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras. Atualmente tem suscitado alguns estudos acadêmicos, dos quais sublinham-se "O Belo e o Disforme", de Cilaine Alves Cunha (EDUSP, 2000), e "Entusiasmo indianista e ironia byroniana" (Tese de Doutorado, USP, 2000); "O poeta leitor. Um estudo das epígrafes hugoanas em Álvares de Azevedo", de Maria C. R. Alves (Dissertação de Mestrado, USP, 1999). Suas principais influências são: Lord Byron, Goethe, François-René de Chateaubriand, mas principalmente Alfred de Musset. Um aspecto característico de sua obra e que tem estimulado mais discussão, diz respeito a sua poética, que ele mesmo definiu como uma "binomia", que consiste em aproximar extremos, numa atitude tipicamente romântica. É importante salientar o prefácio à segunda parte da Lira dos Vinte Anos, um dos pontos críticos de sua obra e na qual define toda a sua poética. É o primeiro a incorporar o cotidiano na poesia no Brasil, com o poemas Ideias íntimas, da segunda parte da Lira. Segundo alguns pesquisadores, Álvares de Azevedo que teria escolhido o título "As Três Liras", pois havia uma garota - que até hoje ninguém sabe a identidade, muito bem escondida pelo Dr. Jaci Monteiro - que tocava esse instrumento. Figura na antologia do cancioneiro nacional. E foi muito lido até as duas primeiras décadas do século XX, com constantes reedições de sua poesia e antologias. As últimas encenações de seu drama Macário, foram em 1994 e 2001.

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    São Paulo, Brasil

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo