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    A volta ao mundo em 80 dias -

    Júlio Verne

    Salamandra
    2008
    145 páginas
    4h 50m
    ISBN-13: 9788516075774
    Português Brasileiro
    4
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    O livro “A Volta ao Mundo em 80 Dias” conta a história de um inglês bem-educado, culto e rico chamado Phileas Fogg. No início do livro, o Sr. Fogg recebe em sua casa o seu novo criado particular, o francês Passepartout. Nesse mesmo dia, enquanto jogava whist com outros membros do Reform Club e discutiam o recente assalto ao Banco de Inglaterra, Fogg afirmou que seria possível ao ladrão em fuga dar a volta ao mundo em em oitenta dias. Esta afirmação causou uma acesa discussão entre os jogadores que acabam por fazer uma aposta com Phileas Fogg: Stuart, Fallentin, Sullivan, Flanagan e Ralph apostaram quatro mil libras contra vinte mil libras de Fogg em como este não conseguiria dar a volta ao mundo em oitenta dias. Feita a aposta, Phileas partiria nessa mesma noite, dia 2 de Outubro, e regressaria a Londres dia 21 de Dezembro, quando faltassem exactamente quinze minutos para as nove da noite. E foi assim que, acompanhado pelo jovem Passepartout, o nosso herói iniciou uma grande aventura. Após ter ultrapassado Paris, Turim e Brindisi, foi em Suez que Fogg se tornou suspeito do teimoso detective da Scotland Yard, Sr. Fix, que encontrou várias semelhanças entre o Phileas e o assaltante do Banco de Inglaterra. O detective imediatamente pediu um mandado de captura para Londres. A partir daqui, Phileas Fogg foi permanentemente perseguido pelo detective Fix. Os dois companheiros seguem viagem desde o Egipto à Índia, depois a China, o Japão, os Estados Unidos e, finalmente regressam a Inglaterra. Na sua jornada usam diferentes meios de transporte da época - vapores, comboios, carruagens , e até mesmo um elefante. São também várias as personagens com quem se cruzam e criam amizade. É o caso de Aouda, uma bela indiana que é salva pelos nossos heróis e dois novos amigos, Sir Francis e um jovem persa, de ser sacrificada. Os sentimentos entre Fogg e Aouda vão crescendo ao longo da viagem. Desconhecendo que o verdadeiro assaltante do Banco de Inglaterra, um certo James Strand, fora preso a 17 de Dezembro em Edimburgo, o detective Fix prende Fogg quando este chega ao cais de Liverpool. Este acontecimento acaba por atrasar o nosso herói que, após ter sido libertado, ter esmurrado o nariz do detective e ter apanhado um comboio especial para Londres, acaba por verificar que perdera a aposta por cinco minutos. Seguiu para casa com Aouda e Passepartout. No dia seguinte, Passepartout dirige-se ao Reverendo Samuel Wilson para marcar o casamento de Fogg e Aouda. É então que descobre que era Sábado e não Domingo, logo não tinham perdido a aposta. Como a viagem fora feita sempre em direcção a Oriente, isto é, contra o sol, os dias diminuiram tantas vezes que acabaram por ganhar um dia! Fogg reclama a sua vitória e assim termina o livro.

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    Resenhas (224)Ver mais
    Carol Damaso picture
    Carol Damaso12/08/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Vamos de estudar para ter dinheiro para viajar o mundo que nem fizeram nesse livro

    Mais um da série: a escola mandou ler, então não tem jeito! Ok, agora falando sério, esse foi mais um livro que eu li para a escola, achei um livro médio, não achei uma usina de Chernobyl, muito menos um livro espetacular (sem ofensas pra quem gosta!). A ideia do livro em si é uma ideia muito legal, um homem rico do séc. XIX que faz uma aposta de que conseguiria viajar o mundo em 80 dias. Pras pessoas daquela época, era uma coisa de louco. Quem, me diga quem, com todos os parafusos bem encaixados, apostaria metade de sua fortuna, numa aposta que ele poderia muito bem perder? Bem, o louco que fez isso chama-se Phileas Fogg, um grande dum fleumático bipolar londrino. Ele realmente faz a volta ao mundo em 80 dias, o que para nós parece muito, mas para as pessoas da Era Vitoriana era como um feito incrível. Um dos melhores pontos do livro são as viagens. Eles viajam por tudo quanto é canto (com eles eu digo o Fogg e o seu criado, um xuxuzinho), seja Índia, Japão, Estados Unidos, e isso é fascinante pra mim, que tenho a vontade de viajar o mundo. Também foi muito interessante de ver como o homem branco tratava o nativo e suas culturas, só porque se achavam mais civilizados. Na realidade, eles eram preconceituosos e desconstruíam a cultura da maioria dos povos, transformando-as em coisas temíveis, horríveis e tudo de ruim, MAIS QUEM SOMOS NÓS PRA JULGAR? Ok ok, vamos de falar de pontos negativos: PRIMEIRAMENTE, temos que colocar aqui uma coisa bem clara: os conflitos são solucionados na velocidade da luz de tão rápido, chega a ser até assustador as vezes. Dá a impressão de que tudo é muito fácil, a cada dificuldade que eles tem, eles resolvem em tipo, cinco segundos, como se fosse tudo um roteiro de peça sabe? Outra coisa que me ENCOMODA é essa desconstrução e construção INTERMINÁVEL do Phileas Fogg. Numa hora ele é um fleumático insensível, na outra um bravo herói que sacrífica tudo para salvar seus amigos e companheiros, na outra hora um apaixonado, e na outra volta a ser um fleumático de novo! Essa desconstrução e construção do personagem que não tem fim, pra mim só significa uma coisa: ou ele esconde muito bem os sentimentos e cria personalidades aleatórias pra cada momento necessário pra manter a pose de cavalheiro vitoriano ou ele tem tantas camadas que é quase impossível ler o personagem em suas ações, o que o torna imprevisível e fascinante ao mesmo tempo que acontece essa construção e desconstrução sem fim. Por mais que tenham todos esses rolos, as vezes eu me pegava torcendo o tempo todo para que eles chegassem a tempo, ficando brava quando alguma coisa atrapalhava e ficando DESESPERADA quando alguma coisa dava muito errado, quando eles perdiam um navio, quando um trem parava de funcionar. No final tem uma mensagem muito bonita, que eu gostei muito, não vou negar e o desfecho final é sim muito bonitinho, eu realmente gostei bastante. Acho que para as pessoas da época, esse livro deve ter sido um fenômeno, o que eu não me surpreenderia se realmente tivesse sido, porque para a época, era um livro incrível, que os pais liam para seus filhos na hora de dormir. Mas eu acho que pra mim não funcionou, por mais que eu não negue que em certos pontos, é sim um livro bom. Espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!

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    Jules Gabriel Verne Allotte

    Júlio Verne nasceu em 8 de fevereiro de 1828 na cidade francesa de Nantes e na casa de verão da família. Seu pai, Pierre Verne, era um magistrado de Provins. A proximidade do porto e das docas constituíram grande estímulo para o desenvolvimento da imaginação do autor sobre a vida marítima e viagens a terras distantes. Em 1839, partiu para Índia como aprendiz de marinheiro, mas foi interceptado por seu pai em Paimboeuf, o que fez Verne prometer que viajaria

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    Loire-Atlantique, França

    Jules Gabriel Verne Allotte