Olá caros leitores e caríssimas leitoras, preparados para mais uma resenha literária. Venham comigo descobrir minhas impressões à respeito da obra.
Se o Batman estivesse na sua cidade, isso seria bom ou não? Essa é a pergunta que alguns moradores da Consolação – São Paulo – começam a se fazer desde que um estranho mascarado começa a aparecer na cidade. Suas ações são suspeitas e confusas, o que causa estranhamento. As atividades criminosas diminuem, de certa forma, mas alguns comércios também perdem clientes. Pior, algumas pessoas acusam o Batman – seja ele o verdadeiro ou o falso – de cometer delitos.
Juntamente com o mistério do herói ou do louco que se veste de morcego, também temos a investigação da morte de Abigail. Após trabalhos, a polícia descobre que a queda que originou o óbito foi providenciada por alguém. Ou seja, temos um homicídio. O estranho problema é que na vizinhança, onde todos são moradores de bem, muitos parecem ter motivos para terem cometido o assassinato. A pergunta é: qual deles foi?
Quando um dos vizinhos suspeitos começa a investigar o ocorrido, coisas estranhas passam a acontecer. Os indícios parecem indicar para vários suspeitos. Pior, a estória com o Batman fica ainda mais complexa. A pergunta é: será que o leitor vai conseguir unir essa teia de acontecimentos e tirar uma conclusão?
Partindo dessa premissa, Jorge Miguel Marinho cria uma obra inteligente e muito diferenciada. Um assassinato em São Paulo pode até ser comum na literatura; contudo, um onde o Batman esteja envolvido não é. O que, no princípio, parece uma loucura, no fim mostra-se a melhor forma de inovar dentro de uma trama aparentemente comum.
O autor também merece destaque pelo experimentalismo literário e estético que ele empreende na obra. Quanto ao primeiro, temos uma gama enorme de gêneros literários para compor a obra. Acompanhamos ligações, cartas, e-mail, bilhetes, notícias jornalísticas e outros. A partir dessa multiplicidade de estruturas, os pontos são interligados, dando maior dinamicidade à leitura e sentido ao enredo. Isso deixa a leitura muito mais rica e envolvente.
O livro também conta com um tom bem ameno, divertido, deixando toda a narrativa bem próxima da realidade. Marinho se preocupa ao máximo de passar verossimilhança em sua narrativa. Afinal, já que seu livro é destinado para leitores mais jovens, não há nada melhor do que mostrar que a literatura pode trabalhar problemas reais sem ser algo chato, e ainda partindo de algo voltado para a fantasia.
Desta forma, resta-me indicar Na Teia do Morcego. A obra de Jorge Miguel Marinho é inovadora e envolvente. Ademais, mesmo sendo uma trama juvenil, consegue prender leitores adultos com muita facilidade. Sem dúvidas, obra recomendada. Em resumo, Na Teia do Morcego é uma leitura fascinante e surpreendente. Finalizo por aqui, espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!