Carl Fabergé retornou às origens na Rússia no final do século XIX, após anos de perseguição religiosa na Europa. Instalou-se na capital e desenvolveu à perfeição suas habilidades de ourivesaria, a ponto de se tornar o joalheiro oficial da família imperial russa. Suas principais criações eram os ovos de Páscoa, oferecidos como presentes às imperatrizes por mais de vinte anos. Tais ovos, inteiramente feitos de pedras preciosas, se tornaram o principal símbolo da exuberância do tsarismo e da desigualdade perante o povo que sofria com a fome e a repressão neste mesmo período.
Após a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Bolchevique de 1917, Fabergé foge da Rússia, abandonando seu próspero negócio. A partir de então, o livro nos conduz por uma busca sobre o destino das relíquias imperiais. Desprezados pelos revolucionários, os ovos de Fabergé se dispersam entre a destruição, os cofres e porões de museus russos, nas coleções de influentes famílias europeias e ladrões, até, por fim, retornarem à fama, transformando-se objeto de cobiça dos novos bilionários americanos.
Uma leitura empolgante! Sem qualquer razão, eu comecei a me sentir inteligente quando terminei de ler. Cinco estrelas, ou muito mais se pudesse, devido ao primoroso trabalho de pesquisa do autor.