Agnes Grey (Grandes Obras / Livros de Bolso Europa-América #667) -

    Anne Brontë

    Publicações Europa-América
    2007
    143 páginas
    4h 46m
    ISBN-10: 9721058114
    Português

    Agnes Grey é um retrato gritante do isolamento, estagnação intelectual e apatia emocional que rodeava muitas das governantas de meados do século XIX. Uma novela em tom muito intimista, escrita a partir da experiência da própria autora, afirmou-se como um marco da literatura que lida com a evolução social e moral da sociedade inglesa. ==== https://showlivros.wordpress.com/coleccoes/literatura/bolso-europa-america/

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    Carol albano02/09/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Agnes Grey: romance de formação da era Vitoriana

    Narrativa envolvente com desventuras em séries que despertam nossa curiosidade para um desenrolar positivo dos fatos. Possui a presença de protagonistas que buscam autonomia por si mesmas. A personagem principal Agnes Grey não pertence à uma família aristocrata, porém busca prover pelos próprios meios uma melhora da sua condição de vida como preceptora, mas não quer dizer que será uma tarefa fácil, surgiram muitas adversidades principalmente com as crianças mimadas e sem limites. As relações amorosas são abordadas em contrapontos com o intuito de se trazer ensinamentos e lições aos leitores, com uma conduta moral ética e outra conduta moral contraditória. Ambientado no início da era da revolução industrial, as mulheres (não aristocratas) perderam ocupações laborais para os homens e se ocupavam principalmente como preceptora que são cargos similares a de uma governanta. A figura de Agnes Grey uma burguesa, segundo a biografia das irmãs Bronte, tem muitas semelhanças com a própria Anne Bronte, sugerindo então uma autobiografia, uma vez que ambas foram filhas de pobres clérigos, não tinham grandes fortunas familiares e precisaram trabalhar para auxiliar na renda pessoal e familiar. A narrativa tem forte apelo religioso com a mensagem da crença da salvação universal pautada no amor à Deus e não no medo do inferno. Ainda, há uma exposição das figuras religiosas que nem sempre são figuras bondosas, imaculadas e podem ter traços de crueldade, principalmente quando a narrativa da autora faz um comparativo de crueldade relacionada à maus tratos com os animais. Não se enquadra em um livro feminista, porém apresenta críticas sociais as quais podemos ler como feministas principalmente com a protagonista, e o contexto de enfraquecimento da figura paterna de Agnes e fortalecimento da figura materna e seu ótimo de empreendedorismo bem-sucedido quando ela assume papel de viúva. A narrativa não se delonga na descrição minuciosa dos personagens, mas tem vasta descrição dos ambientes naturais, das cenas de dias de chuva, passeios de carruagem, campos de lama e críticas sociais tangentes ao grande acúmulo de posses não se traduzir em grande nível de educação dos aristocratas que tratam a classe de empregados, camponeses e burgueses com inferioridade, crueldade, desprezo e desleixo.

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