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    A Arrogância Fatal - Os Erros do Socialismo

    Friedrich Hayek

    ortiz
    1995
    233 páginas
    7h 46m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.8
    10 avaliações
    Leram25Lendo5Querem179Relendo1Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados179Avaliaram10

    Qual o papel desempenhado pela razão, pela ética, pela tradição e pelos instintos no desenvolvimento de nossa civilização? A qual destes fatores a humanidade deve sua existência? Somos produto da razão superior, ou de tradições que acumularam conhecimentos ao longo de milênios? A razão nos confere capacidade suficientes para moldar o regime de coordenação econômica e social em que vivemos? Podemos fazer engenharia social? Poderemos engendrar um sistema mais perfeito ou menos imperfeito que o capitalismo? O socialismo foi um produto evolutivo derivado da razão ou ma nostalgia atávica de instintos primitivos? Qual a relação entre comércio, ética, propriedade privada, lucro, egoísmo, sistema de preços, competiçao e biologia? A civilização é o produto da repressão/frustração dos instintos? Seria melhor se tivéssemos continuado primitivos? É melhor ser um "civilizado frustrado" ou um "primitivo amoral"? O que, afinal, dintingue o homem dos outros mamíferos? Esta distinção se deu em virtude de transformações culturais ou inatas? Até que ponto nos descartamos da herança das hordas primitivas? Só são válidas as tradições herdadas que nossa civilização endossa? Competição biológica e competiçao no mercado, coletivismo, "darwinismo social" e muitos outros temas de seminal importância são abordados de forma penetrante nesta que sem dúvida é a mais impactante obra do filósofo e economista Friedrich A. Hayek, prêmio nobel de economia de 1974 e principal expoente da Escola Austríaca de economia.

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    Pedro LDC Viegas picture
    Pedro LDC Viegas17/10/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Arrogância Fatal

    O tema central de Arrogância  Fatal  é a pretensão do homens (do socialismo) em manipular a Ordem Espontânea que surge em decorrência de um complexo e inabarcável conjunto de relações entre seres humanos. O mercado é um sistema que atinge a Ordem Espontânea se não houver a interferência de governos tentando o impossível, isto é, regulá-lo. A arrogância do homem de superestimar a Razão para moldar o mundo conforme sua vontade (arrogância fatal de razão) foi, segundo o autor, o motivo de terríveis experimentos sociais envolvendo a implantação do coletivismo,  com resultados  catastróficos. Hayek ensina que entre o instinto e a razão há um meio termo definido pelos costumes e tradições. O grande apelo à razão através de pseudociências orientou - ou melhor, desorientou - numerosos pensadores por caminhos temerários. Hayek reconhece que a ordem auto-geradora do mercado possui falhas, é imperfeita, contudo mostra-se melhor e mais eficiente que os modelos planejados, que deliberadamente alteram as condições estabelecidas de modo natural, concebidos por imorais declarados como John Maynard Keynes e que tanto mal geraram e geram pelo mundo. Dizer que "amanhã estaremos todos mortos" para se eximir do futuro de nossos descendentes é o suprassumo da imoralidade. O racionalismo não pode explicar como somente as civilizações defensoras de valores morais têm sobrevivido, valores esses que permeiam um mercado competitivo e saudável. Na tentativa de criar um mundo melhor para todos, os pretensos melhoradores criam um inferno. Arrogância Fatal é um livro rico em informações e tem um grau de dificuldade inerente ao tema. O livro realmente esclarece e para quem consegue reter na memória e expressar bem o que aprendeu, é uma ótima fonte de argumentos antilacração, especialmente contra frases do tipo 'o capitalismo surgiu para explorar o proletariado', 'o controle de natalidade é o caminho para evitar o fim do mundo' e por aí vai.

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    Friedrich August von Hayek profile picture

    Friedrich August von Hayek

    Prêmio Nobel de economia em 1974, pelo seu trabalho pioneiro na teoria da moeda e flutuações econômicas e por sua penetrante análise da interdependência do fenômenos econômico, institucional e político; no campo da macroeconomia e economia institucional; contribuindo com a pesquisa das inter-relações entre processos econômicos sociais e políticos. Traduzido de http://nobelprize.org/nobel_prizes/economics/laureates/1974/

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    Friedrich August von Hayek