Personagens: Patrick e Isabel
Definitivamente, eu gosto dessa autora. É o terceiro livro dela que leio e, como sempre, gostei muito de seu estilo.
A história fala de guerras, conflitos e ódio entre dois povos, mas também de renúncia, tolerância e amor verdadeiro.
Patrick era um irlandês que se tornou rei de seu clã, contra sua vontade, depois da morte de seu irmão mais velho numa guerra contra os normandos. Para manter a paz, ele é obrigado a se casar com Isabel, a filha de seu maior inimigo. Em troca, os normandos não mais atacariam.
Patrick aceita o casamento, mas o faz com interesses escusos: conhecer o inimigo para derrotá-lo e, logo em seguida, “devolver” a mulher. Ele não tinha intenção de consumar o casamento e muito menos tornar Isabel sua rainha, afinal, ela era a inimiga.
Patrick, então, leva a esposa para seu reino, mas a deixa isolada numa ilha junto de seus habitantes hostis. Só que ele não contava com a atração que sente por Isabel e com a determinação dela em fazer o casamento dar certo.
Assim, a história fala sobre a superação de ódios, amarguras e desconfianças para que, finalmente, o amor entre Patrick e Isabel pudesse florescer sem empecilhos.
Essa autora é interessante porque mostra a força, a coragem e o senso de honradez dos mocinhos sem esconder suas fragilidades. Isso torna os personagens mais reais, mais humanos e, por isso, a nossa empatia por eles cresce naturalmente.
Patrick é um guerreiro, mas tem seus medos e inseguranças. Muitas vezes age como uma besta com Isabel e é muito teimoso. Como a própria mocinha disse, Patrick não é rei, mas escravo do seu povo. Afinal, ele prefere abdicar da esposa porque os súditos não a aceitariam como rainha por ser normanda. Já Isabel é uma graça: corajosa, esperta, pertinaz e nem um pouco boba. Os dois juntos são lindos!
Adorei o livro!
Recomendadíssimo!