Super-Homem, Morte e Ressurreição é um livro que narra sua batalha contra o imbatível Apocalypse, os acontecimentos que resultaram em sua morte e os efeitos de sua ausência no mundo até seu retorno.
SUPER HOMEM - Morte e Ressureição
Louise Simonson
Na década de 1990 os quadrinhos americanos estavam passando por uma crise. As vendas caíam e isso parecia não ser fácil de contornar. Desenhistas saíram da Marvel e fundaram a Image. Grandes mudanças no mercado editorial quadrinhístico mostravam que quem não fosse talentoso o suficiente não teria condições de se manter. Nesse tempo, a DC teve duas grandes sagas. Uma com Batman, onde o herói teve a coluna quebrada e dessa forma ficou aleijado. A outra, foi a morte do Superman. Um monstro chamado Apocalipse apareceu em Metrópolis, o Super o enfrenta em uma batalha sangrenta e no final, ambos caem mortos... Aí sepultam o Super, seu corpo some e aparecem 4 seres dizendo ser o verdadeiro sucessor do Homem de Aço. Entre eles, um ciborgue, um homem usando armadura, outro parecido com o original, mas usando óculos escuros e também o Superboy (um baita mulherengo que adora aparecer)... Enfim, foi uma saga em grande estilo. Além de ter alavancado as vendas do gibi do Super (até quem não lia quadrinhos naqueles dias foi comprar o exemplar da morte, um recordista de venda... Sabe como é, tragédia gera audiência e lucro... tanto na ficção quanto na vida real...)... Então conversa vai e vem, ação acontece em todos os níveis e o Super retorna, com cabelos compridos e blá, blá, blá... No entanto, pouco tempo depois a editora decidiu por lançar um livro. Um texto na forma de prosa com algumas ilustrações. SUPER-HOMEM - MORTE E RESSURREIÇÃO, adaptado do roteiro original, por LOUISE SIMONSON (ela também fez parte do time original de escritores da HQ). A narrativa é muito boa. Sua simplicidade faz as páginas virarem rapidinho. Não é algo repleto de detalhes e consegue se aproximar do quadrinho com facilidade. Aqui Lex Luthor mais uma vez mostra todo o seu ímpeto de corrupção, pois além de ter controle sobre a Supergirl, também tenta seduzir o Homem de Aço (o cara de armadura) e o Superboy. Ou seja, como ele mesmo disse: - Não consegui destruir o Super-Homem, mas serei eu a sepultá-lo... O quadrinho original é ótimo, mas essa adaptação também empolga. Lembro quando comprei em 1995. Capa cartonada, formatinho, papel jornal. Tinha vários exemplares empilhados na banca do centro. Olhei e pensei: por que não?! Li no mesmo dia e sempre tive vontade de reler... Valeu a pena. Recomendo. Nota: 10 L. L. Santos
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