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    Vozes do Silêncio -

    Adriana Vargas

    MODO Editora Tradicional
    2013
    370 páginas
    12h 20m
    Português Brasileiro
    4.4
    45 avaliações
    Leram50Lendo1Querem96Relendo0Abandonos2Resenhas24
    Favoritos20Desejados96Avaliaram45

    Somente algo poderoso poderia libertá-la... Seu destino era a morte para salvar o mundo da terceira guerra mundial, fruto de uma maldição que comandava toda a Espanha. Década de 60 - rock in roll, revoluções e um amor impossível – Analy se apaixona por Vidal, militante rebelde, meio às crises políticas que assolavam a Espanha durante a ditadura dieguista, porém, ela não esperava que sua família guardasse um segredo tão maligno, capaz de separá-la definitivamente de seu grande amor. Consequências de um passado tenebroso, vinganças sombrias, vozes, visões e uma maldição cigana – estão por todos os lados, do começo ao fim. O mais forte vencerá num cenário de lutas, sangue, perdas, mistérios e o sobrenatural.

    Resenhas (24)Ver mais
    Fulana Leitora picture
    Fulana Leitora23/04/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha feita por Kezia Martins para o Blog Fulana Leitora: http://fulanaleitora.blogspot.com.br/2012/10/resenha-vozes-do-silencio-adriana-vargas.html

    “Na vida só se tem um grande amor.” Eu escrevi essa resenha sábado, ao terminar de ler o livro, em um caderno antigo, por que eu estava sem computador e não queria perder o ápice do sentimento. Eu acabei escrevendo três páginas e agora estou aqui sofrendo tentando editar e passar, em poucas palavras, a diversidade de sentimentos que essa leitura me trouxe. Vozes do Silêncio, em sua maior parte, se passa na Espanha na década de 60, quando os Beatles estouravam nas rádios e nos corações das jovens apaixonadas, quando o que estourava nas ruas eram os gritos dos revoltosos, a Espanha estava na ditadura. O ditador espanhol, Francisco Franco, encontrou na magia cigana uma forma de obter poder. Em troca, ele deveria ajudar o gitano a encontrar Analy. Mas, como não cumpriu o combinado, uma grave maldição recaiu sobre todo o povo espanhol. A única pessoa capaz de salvar o povo espanhol, a descendência cigana e quebrar a maldição, era Analy. Um sacrifício era exigido, a terra clamava por seu sangue desde o dia de seu nascimento. Mas, a pobre e inocente Analy desconhecia o seu destino. Analy, uma jovem adolescente que vive com seus pais e sua irmã mais velha em um sitio no interior, passa seus dias ouvindo rádio para escutar a voz de seu amado Vidal. Não que ele saiba desse amor, mas em breve descobrirá. Vidal, um jovem bonito e idealista, militante rebelde da oposição ao governo dieguista. Vidal é locutor da rádio local e ele tenta, em meio a repressão, dar voz ao povo, aos seus sonhos e ideais. A vida de Vidal e Analy se cruza quando uma misteriosa cigana entrega a Vidal uma estrela de seis pontas e lhe diz que ele encontrará a mulher que irá mudar a sua vida e que ele deve entregar a estrela para ela, para que ela a use em momento de necessidade. Vidal, duvida das palavras da cigana até o momento em que vê Analy, então ele tem certeza que ela é a mulher da sua vida. Mas, tudo se torna incerto quando Analy é obrigada pelo pai a namorar Juan, um jovem bonito e rico. Por mais que Juan a corteje e presenteie, o coração de Analy pertence a Vidal, mesmo antes de conhecê-lo, quando a única coisa que tinha dele era a voz. “Ninguém afasta as pessoas de seu próprio destino.” Descobertas aterradoras e segredos revelados ficam entre Vidal e Analy, impedindo que o seu amor aconteça. Mas, será que há algo no mundo, real ou irreal, que possa separar um grande amor? Vozes do Silêncio é tocante em muitas maneiras, eu me senti fragilizada, encantada e impotente durante toda a leitura. O misto de emoção que a leitura te traz é impactante, uma verdadeira montanha russa de emoções. Você se vê encantado com a delicadeza e pureza dos sentimentos de Analy e Vidal, quando, antes mesmo de se conhecerem, já se amavam tanto. “Onde estará? Não desista, meu anjo, vamos nos encontrar, e se estiver me ouvindo agora, saiba que penso em você a todo o momento...”. E quando você está completamente sereno e envolvido com a história, quando já está sonhando com a Analy e apaixonada por Vidal, uma reviravolta de emoção te abate ao ler os relatos da revolta, mortes e torturas, você se sente ameaçado, impotente e abatido com a repressão, você fica, literalmente, sem voz. Os personagens, cada qual com sua carga emocional, lhe cativam e encantam. Eu me peguei, por diversas vezes, na duvida se amava ou odiava o Juan. A determinação e paixão de Vidal me encantaram por completo. Vidal é totalmente leal aos seus princípios, um exemplo a ser seguido. Abuela, Vina, Adelita, Fernandez... Cada um contribuiu para a construção de uma história perfeita. A Adriana soube encaixar perfeitamente o sobrenatural e a realidade. Mesmo com tantos elementos diferentes em nenhum momento a escrita se perde. Você se encanta, se revolta, se amedronta, se apaixona, tudo em um livro só. Eu não sei o motivo, mas a ditadura sempre foi algo que me impactou. O jogo de poder, a revolta, a opressão, a impotência, eu me sinto tragada e abatida por esses sentimentos sempre que leio algo relacionado a ditadura. Talvez, esse seja um dos motivos de eu ter gostado tanto do livro. Talvez política não seja tão interessante para você, pode ser que a magia lhe encante mais, ou quem sabe o mistério, ou ainda o romance proibido. Mas, de certo, algo irá lhe cativar e você não vai conseguir soltar os olhos do livro até que a última letra seja lida. E então você irá rele-lo e vai se pegar rindo, maravilhado, com as pequenas sutilezas que passaram despercebidas. Eu ainda posso ouvir os cânticos em línguas estranhas e ver as saias rendadas dançando ao som de palmas silenciosas, a fogueira estalando e o sacrifício sendo exigido. O sacrifício deve ser puro, digno. E o que poderia ser mais puro e verdadeiro do que o amor? Eu espero ter conseguido expressar tudo o que o livro me trouxe. O livro não fala só de política, magia ou amor, fala de escolhas. Temos o direito a escolha, mas temos o dever de arcar com as consequências. Então, escolha ler Vozes do Silêncio e descubra quais as escolhas feitas nesse livro o tornaram o que ele é. Perfeito! “- Você acredita no amor? - Sim... Acredito! E você? - Você me ensinou a acreditar.”

    9 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 45
    • 5 estrelas69%
    • 4 estrelas11%
    • 3 estrelas11%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas2%
    Adriana Vargas de aguiar profile picture

    Adriana Vargas de aguiar

    Nascida em 27 de dezembro em Anápolis, Goiás, veio para Mato Grosso do sul ainda pequena. Começou a escrever desde que aprendeu a ler, pois seus pais compravam enciclopédias infantis ilustradas para incentivar seu gosto pela leitura, enquanto as crianças brincavam no quintal. Imaginava histórias que nunca viveu e as passava para o papel. Esses escritos, porém, eram escondidos debaixo do colchão. Ao serem revelados, venceu o seu primeiro concurso literário aos oito anos de idade, representando seu estado em nível nacional, o que lhe deu a segunda colocação no Concurso Mirim, realizado em 1978. Aos treze anos escreveu seu primeiro romance. No ano de 2000 entrou para a Academia de Direito pela Universidade UCDB, sendo uma das alunas mais aplicadas do curso. Apaixonada por leitura filosófica, procurava por obras de autores como Platão e Hanna Arendt. Encantou-se com os Iluministas e as histórias das antigas civilizações. Participou de projetos, como o incentivo às cooperativas. Dia 10 de Novembro estará recebendo o prêmio INTERARTE, em Goiânia, pelo destaque nacional de seu livro O OITAVO PECADO. Tendo seu nome reconhecido e destacado em placa num museu ligado à arte e cultura na Áustria. Fez Direito pelo senso de justiça que a alimenta e sempre haverá alguma lacuna em suas obras para ressaltar as misérias sociais e a busca por mobilização. Julga-se morta quando se encontra em estado de falta de inspiração. Pretende escrever como amadora durante toda a sua vida, pois somente desta forma consegue se encontrar livre em sua escrita, escrevendo como quer e quando quer, como um mero desabafo do eu interior. Hoje afastou-se das práticas forenses, buscando novos desafios, tendo uma parte de seu tempo dedicado arduamente aos seus livros e leituras de livros como filosofia, sociologia, civilizações antigas e ao trabalho que desenvolve em prol dos novos autores no Clube dos Novos Autores, onde é coordenadora geral. A sua contribuição para com a literatura brasileira é ressaltar os valores escondidos longe da hipocrisia. Fala dos sentimentos como são e da vida como é. Nas entrelinhas de seus escritos estarão ressaltados os valores esquecidos pela marcha do capitalismo emergente. Todos os seus trabalhos são palpados em pesquisa de campo junto à realidade dos comportamentos e traços característicos do que escreve, convivendo com as pessoas e situações. Questionadora por natureza, está sempre em busca de respostas. Tem o ímpeto atrativo em escrever livros inspirados em acontecimentos verídicos. Adriana desenvolveu um estilo literário ímpar, seus livros são marcados por singularidade e inovação linguística. A escritora encabeça a lista de traços inéditos à literatura nacional. O fluxo da consciência indefine as fronteiras entre a voz do narrador e a das personagens, de modo que reminiscências, desejos, falas e ações se misturam na narrativa num jorro desarticulado, descontínuo, que tem essa desordem representada por uma estrutura sintática caótica. Assim, o pensamento simplesmente flui livremente, pois as personagens não pensam de maneira ordenada, e sim, conturbada e desconexa, ou seja, é a espontaneidade da representação do pensamento das personagens que caracteriza o caos de tal marca literária. Aprecia a escrita de romances e discurso interior. Seus livros possuem o dom de nascerem viscerantes – em pouco tempo o leitor torna-se íntimo de suas personagens, criadas com o afã de cavar, no fundo do âmago, o sentimento capaz de dominar, jogar os leitores entre as suas palavras, em uma entrega não somente infinita, mas de profundidade. Este é o modo como vive e se relaciona com a vida. Com participações e menções honrosas em vários concursos literários, acredita neste caminho para galgar as escadas tão dificultosas em um país cuja leitura ainda é um desafio. Impressões do Crítico Literário Bezerra Bernardes.

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    Adriana Vargas de aguiar