Eu queria ler Zadie Smith há muito tempo. Desde a 1a vez que li algo sobre ela, provavelmente numa revista estrangeira, início dos anos 2000. On Beauty é o 3o romance dela e o 1o que veio parar nas minhas mãos. Eu não sei dizer o que eu esperava, mas eu esperava mais do que encontrei até agora. Talvez On Beauty não me toque tanto pelo fato de ser branca, ser de uma família toda branca, ter amigos, todos, praticamente, brancos. E mesmo assim ser brasileira e assumir o multiculturalismo como regra, e não exceção, que é um dos temas do livro. Só na metade do livro, eu cheguei nas coisas que me tocam mais. Ou melhor dizendo: Zadie Smith chegou. Chegamos na paixão juvenil, na traição na meia-idade, no parar a vida para olhar para trás e tentar entender como se chegou ali. Chegamos nas mulheres que fazem análise para tentar entender porque se odeiam tanto e nos homens que não sabem o que fazem quando magoam aqueles que amam. Essas coisas, essas me tocam, essas eu sei entender. Mas a questão da família negra de pai branco que vive num mundo americano branco, isso me é totalmente alheio e acho que é por isso que o livro foi tão arrastado e chato de ler.
E terminou chato. E achei o final insosso demais.
A história era promissora, mas a maneira como foi contada não foi interessante. Personagens que não faziam sentido. Encheção de lingüiça, histórias inacabadas. Péssima literatura.
Ainda, pareceu-me que era uma coisa um tanto autobiográfica, e, nesse caso, Zadie usou a própria história de maneira ruim e pobre.
A única coisa que tirei do livro foi uma obviedade: revistas femininas fazem as mulheres se odiarem mais.
De resto, não vale a leitura. Talvez os outros livros dela sejam melhores.