O pensamento vivo de Maquiavel (O Pensamento Vivo #11) - José Geraldo Simões Jr (org.)

    Nicolau Maquiavel, Niccolò Machiavelli, Machiavel

    Martin Claret
    1986
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

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    Fabio Ricardo Albieri Michelete31/10/2014Resenhou um livro
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    Fartamente ilustrada?

    Livro da série O pensamento vivo, tem sua relevância garantida muito mais pela qualidade das personagens escolhidas, do que propriamente pela seleção de textos ou qualidade gráfica. Descrito como fartamente ilustrado, não passa de um apanhado de opiniões sobre a personagem histórica. Maquiavel tem importância histórica suficiente, e qualidade de conteúdo que permite ponderações importantes ao longo da leitura. No entanto, à exceção de uns poucos textos inspirados (destaque ao de Marcilio Marques Moreira) que procuram corretamente eximi-lo da ideia de que os fins justificam os meios torna-se rapidamente enfadonho pela repetitividade e pouca novidade para alguém que já tenha lido O Príncipe. Frases selecionadas: A primeira conjectura que se faz de um governante e de seu cérebro, é ver os homens que tem em seu redor Minha opinião é a de que é melhor seu ousado que prudente Como minha finalidade é a de escrever coisa útil para quem a entender, julguei mais conveniente acompanhar a realidade efetiva do que a imaginação sobre esta. Os homens se deve afagar ou exterminar; porque eles se vingam das injúrias leves e , quanto às grandes, não podem fazê-lo; de sorte que o mal que se faz ao homem deve ser tal que não se tema vingança dele. Já que os homens trilham quase sempre caminhos percorridos por outros, governam-se por imitações não podem, em todas as coisas, manter a rota mais segura dos primeiros, nem atingir a virtude daqueles que procuram repetir, o homem prudente deve seguir sempre as vias traçadas pelos grandes personagens, procurando igualar-se aos que foram excelentes, a fim de que, se seu talento não conseguir êxito, de sua ação se aproveite ao menos alguma coisa. A exemplo dos bons arqueiros, que, conhecendo o alcance de seu arco, se o objetivo que eles querem atingir lhes parece muito distante, fazem a mira em lugar mais alto, não para tocar com a flecha a tão grande altura, mas para poder, com a ajuda de tão alta mira, chegar ao ponto desejado muito mais abaixo.

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