Entre 2014 e 2016, próximo a escola na qual eu trabalhava havia um sebo. Então, sempre que os/as estudantes me tiravam do sério, como recompensa por não ter esf0lado alguém, eu ia no Sebo e comprava um livrinho. "Me Doce Marquês" da Jo Goodman é uma agradável herança desses momentos de catarse pós aula.
Nesse tipo de leitura a gente não costuma esperar surpresas, os romances de banca do selo Clássicos Históricos da Nova Cultural entregam histórias doces nas quais mulheres e homens se encontram em situações que podem ou não ser adversas, se apaixonam e casam com o objetivo de serem felizes.
Na trama de "Me Doce Marquês" a Joo Goodman nós apresenta Lady Sofia e o Marquês Eastlyn. Ela é teimosa, leva tudo muito a sério, não gosta de admitir que está errada e pertence a uma família de índole duvidosa e altamente abusiva. Ele é um homem de caráter reto com talento para conciliar opostos, resolver conflitos e membro de uma irmadade chamada de "Clube da Bússola". A história dos dois é recheada de diálogos ágeis, divertidos, onde ele tenta chegar ao coração dela e é continuamente frustrado até não mais ser.
O livro é o volume 3 de uma série de quatro livros chamada "O Clube da Bússola" e em muitos momentos a leitura ficou travada pela necessidade de informações contidas nos dois livros anteriores.
Uma peculiaridade da Joo Goodman é que no contrafluxo dos romances de época recheados de narrativas densas sobre relações sexuais, ela é muito sintética quando narra os momentos heroticos. Eu achei a escrita dela elegante, meus amigos acharam pudica.