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    Admirável Mundo Novo -

    Aldous Leonard Huxley

    Editora Globo
    1985
    250 páginas
    8h 20m
    ISBN-10: 8525000647
    Português Brasileiro
    4.2
    57113 avaliações
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    Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e “mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford. Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance distópico de Aldous Huxley, que ao lado de 1984, de George Orwell, constituem os exemplos mais marcantes, na esfera literária, da tematização de estados autoritários. Se o livro de Orwell criticava acidamente os governos totalitários de esquerda e de direita, o terror do stalinismo e a barbárie do nazifascismo, em Huxley o objeto é a sociedade capitalista, industrial e tecnológica, em que a racionalidade se tornou a nova religião, em que a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare adquire tons revolucionários. Entretanto, o moderno clássico de Huxley não é um mero exercício de futurismo ou de ficção científica. Trata-se, o que é mais grave, de um olhar agudo acerca das potencialidades autoritárias do próprio mundo em que vivemos. Como um alerta de que, ao não se preservarem os valores da civilização humanista, o que nos aguarda não é o róseo paraíso iluminista da liberdade, mas os grilhões de um admirável mundo novo.

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    Pedro Henrique De Oliveira picture
    Pedro Henrique De Oliveira01/09/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha de Admirável Mundo Novo

    “Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”. Tal frase foi proferida pelo famoso inglês, Willian Shakespeare e fala sobre um grande medo do homem, o sofrimento. Nesse contexto, é de se esperar uma fuga, mesmo que na maioria das vezes fracassada, desses momentos tão angustiantes, talvez, se o humano conseguisse uma maneira de escape perfeita dessa lástima, nós seriamos felizes, certo? Encontramos a resposta para isso no livro de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo. Explicando, a obra é sobre uma futura sociedade “fordiana” a qual, por meio de uma extensa evolução no controle da biologia, moldou todas as gerações à um sistema de produção. Agora, as pessoas não nascem mais de mães (palavra obscena no livro), mas de fábricas, pré-estabelecidas, com características as quais os dividem em castas enquanto, concomitantemente, os igualiza para adequarem-se em cada trabalho. Aliado a isso, aos condicionamentos mentais e físicos, é apresentado o ideal da droga chamada “soma”, um entorpecimento o qual não deixa ressacas ou arrependimentos, apenas contentamentos tolos. Aqui, em uma narrativa de terceira pessoa, acompanhamos Bernard Marx, um indivíduo o qual vê-se fora dos encaixes perfeitos de tal civilização distorcida. Apesar de ser o protagonista, Marx não é, de certa forma, o foco da história, mas sim o elemento ignitor para reflexão e contextualização do mundo o qual o escritor criara. Por conta disso, diversas vezes o personagem é simplesmente posto como secundário em meio ao aparecimento de novos sujeitos. Como consequência, temos uma espécie de afastamento empático do principal, porém, a imersão na realidade descrita torna-se forte e instigante. Tais atributos de profundidade são melhorados pela qualidade dos diálogos, sejam eles debates ou discursos. Pois, através deles, há a verdadeira introspecção do livro. Aqui, as conversas, principalmente entre oprimido e opressor, tomam o tom de uma espécie de “ensaio”, de maneira que, em certos capítulos, quase nos esquecemos do fato de estarmos lendo uma história e não um tratado sobre a futilidade da sociedade moderna. Ou seja, apesar de, como história, a obra funcionar muito bem, sua principal qualidade está no ato de propor uma discussão de forma indireta com o leitor. No livro, 1984, a principal forma de alienação era o ódio, em Revolução dos Bichos, a idolatria, na obra, Admirável Mundo Novo, o prazer. Em todas elas, no entanto, há algo em comum, um subterfugio da busca pela verdade, de um sentido, da percepção como indivíduo. Se vale a pena uma eterna fuga da realidade dolorosa enquanto nessa vida? Não. O problema é que muitas vezes a alienação não começa nessa dúvida, mas na certeza de bolhas ideológicas. Uma obra incrível, com narrativa, história e desenvolvimento envolventes, vale a pena a leitura. Siga-me no Instagram: @aprendilendo_ Para mais resenhas, acesse: aprendilendo.com.br

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