Enquanto ‘A lista de Schindler’ foca em Oskar Schindler como o herói que ele foi durante a Segunda Guerra Mundial, ‘ O Legado de Schindler’ dá aos sobreviventes a oportunidade de falarem sobre suas vidas antes, durante e depois dos campos de concentrações – lugares em que “não havia dia, nem noite. Não havia felicidade. Só medo. Não havia nada, a não ser os próximos trinta segundos.” .
Os Schindlerjuden (judeus de Schindler) trabalharam em Emalia durante a Guerra. A empresa de esmaltados passou a pertencer ao nazista Oskar Schindler. Foi realizada uma lista dos judeus que trabalhariam para ele e esse fato salvou vários do destino já esperado. Em Emalia não sentiam tanto frio, fome e medo. Para alguns foi como ter chegado ao céu. .
Alguns perderam famílias, amigos e a fé. Há os que se sentem culpados por não serem capazes de salvarem os entes queridos e por terem sobrevivido enquanto outros morreram. .
Jamais superaram as perdas e as atrocidades que viram e sofreram nas mãos dos nazistas, principalmente de Amon Goeth. Foram perdas insubstituíveis. Vários tiveram doenças provocadas pelo trabalho forçado e pelo longo tempo exposto ao frio, má alimentação, espancamentos e falta de higiene. .
Alguns se recusaram a falar por medo que os pesadelos retornassem. Outros optaram pelo o oposto, pois era necessário que o mundo conhecesse a verdade e assim evitasse que se repetisse com outras pessoas. .
Mas algo que a maioria concorda é que sem Schindler, não teriam sobrevivido. . .
Trecho:
“ (...) o Holocausto faz parte do nosso modo de pensar, de sentir e de viver. Está lá o tempo inteiro. Independente do que a gente faça, ele é parte de nós”. .