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    Viagem -

    Cecília Meireles

    Global Editora
    2012
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788526017061
    Português Brasileiro
    4.3
    269 avaliações
    Leram420Lendo25Querem140Relendo1Abandonos8Resenhas35
    Favoritos26Desejados140Avaliaram269

    A delicadeza aliada à uma sensibilidade explosiva. O domínio seguro das formas poéticas acompanhadas da humanidade. Esses traços ímpares da obra poética de Cecília Meireles encontram seu ponto seminal neste "Viagem". Agraciado com o prêmio de poesia da Academia Brasileira de Letras, em 1938, e publicado em Lisboa no ano seguinte, este livro representa uma viragem na poesia moderna. Foi ele o passo inicial para a escritora ser apontada como a maior poetisa da língua portuguesa. Ao mesmo tempo que não se rendem a caminhos fáceis, os versos de Cecília Meireles cultivam um apelo sensorial capaz de avivar, de maneira flamejante, imagens e sentimentos até então adormecidos em nosso interior. As figuras utilizadas para remeter à experiência da viagem conduzem o leitor a acompanhar, como privilegiado passageiro, a sutil projeção das contínuas mudanças nos estados da alma humana. Os mergulhos existenciais presentes em "Viagem" sinalizam que a vida, plenamente vivida, tende a se configurar uma jornada intensamente vincada pelo desassossego.

    Resenhas (35)Ver mais
    Nath picture
    Nath29/09/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O tempo transcende, o tempo passa, e a vida continua a ser cantada em poesia

    Quando eu comecei a leitura dos primeiros poemas desse livro, eu fui tomada por um enorme sentimento de surpresa, espanto e deleite. Sentimento esse que só foi crescendo, crescendo e crescendo com o passar das páginas, até o ápice final, que culminou num misto épico de variadas emoções internas. Ouso a dizer, sem sombra de dúvida, que a Cecília Meireles tem um poder quase místico de fazer poesia. E nesse livro, TODOS os poemas foram ditados pelo sentimento da solidão e da solidão da vida humana; o que muito me agradou, pois eu sou uma pessoa essencialmente livre e aprecio bastante os meus momentos de solitude, das reflexões internas e da introspecção. Enfim, a solidão do eu lírico. A Cecília usou e abusou aqui da metáfora e da simbologia, criando imagens da vida humana tão límpidas quanto cristalinas! E em alguns poemas, eu até cheguei a me emocionar, tamanho o poder de suas palavras em mim. O livro já iniciou com uma dedicatória da Cecília para os seus amigos portugueses. E em alguns poemas eu reconheci nitidamente a Cidade do Porto, de Portugal, e das minhas próprias andanças por lá. O que me deu um gostinho todo nostálgico a leitura, e me colocou um sorriso no rosto á todo momento. Por fim, foi extremamente difícil escolher os meus poemas favoritos. O meu livro ficou cheio de marcações com passagens inesquecíveis, e que eu vou querer reler para o resto da minha vida! Mas alguns poemas foram especiais, pois me tocou íntima e pessoalmente. Alguns, são: * RETRATO * CONVENIÊNCIA * CANÇÃO * MURMÚRIO * TERRA E.. * SERENATA * "Permite que feche os meus olhos, pois é muito longe e tão tarde! Pensei que era apenas demora, e cantando pus-me a esperar-te. Permite que agora emudeça, amor: que me conforme em ser sozinha. Há uma doce luz no silêncio e a dor é de origem divina. Permite que volte o meu rosto para um céu maior que este mundo, e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo." / VIAGEM, Serenata, 1939 É LINDO LER CECÍLIA! Sem dúvida, entrou para o meu TOP 5 melhores livros de 2020.

    28 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 269
    • 5 estrelas45%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
    Cecília Benevides de Carvalho Meireles profile picture

    Cecília Benevides de Carvalho Meireles

    Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides. Estudou literatura, música, folclore e teoria educacional. Colaborou na imprensa carioca escrevendo sobre folclore. Atuou como jornalista em 1930 e 1931, publicou vários artigos sobre os problemas na educação. Fundou em 1934 a primeira biblioteca infantil no Rio de Janeiro. Cecília Meireles lecionou Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas, em 1940. Profere em Lisboa e Coimbra, conferência sobre Literatura Brasileira. Publica em Lisboa o ensaio "Batuque, Samba e Macumba", com ilustrações de sua autoria. Em 1942 torna-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro. Realiza várias viagens aos Estados Unidos, Europa, Ásia e África, fazendo conferências sobre Literatura Educação e Folclore.

    108 Livros
    941 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Cecília Benevides de Carvalho Meireles