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    Melhores Contos - João Alphonsus -

    João Alphonsus

    Global
    2000
    238 páginas
    7h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.3
    4 avaliações
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    João Alphonsus foi o contista mais original do modernismo brasileiro. Dono de um estilo leve e envolvente, como uma boa prosa de mineiro, e de um humor suave, de corrosão mínima, escreveu dois romances (Totônio Pacheco e Rola Moça), poesias (apenas na mocidade) e alguns ensaios, mas as suas preferências iam para a história curta. Em um depoimento de 1942, reproduzido por Afonso Henriques Neto no prefácio aos Melhores Contos João Alphonsus, o autor admite que os seus momentos mais plenos de realização literária estão nos meus contos, gênero que me atrai e satisfaz quase que exclusivamente, tentador e difícil, mas tão compensador quando se consegue alguma coisa que nos pareça verdadeiramente realizada. Terceiro dos 15 filhos do poeta simbolista Alphonsus de Guimaraens, João provou desde cedo o suave veneno da literatura. Começando a escrever na adolescência, aos 20 anos já tinha um excelente domínio da arte de escrever. É dessa época (1922), o seu primeiro conto digno desse nome, Pesca da Baleia, que serviu de título a seu segundo livro no gênero, publicado em 1941. O primeiro, Galinha Cega, havia saído dez anos antes. A obra do contista - doloroso como os russos e conciso como os franceses, segundo José Lins do Rego -, foi completada com Eis a Noite! (1943). No ano seguinte o escritor morreu, em Belo Horizonte, aos 43 anos. O que de imediato desperta a atenção do leitor dos contos de João Alphonsus é a simplicidade, a sua cruel desmontagem do ridículo e da insatisfação pequeno-burguesa (Carlos Drummond de Andrade), a recusa a qualquer efeito dramático proposital, daqueles que o escritor tira da manga para comover o leitor, e a sua mal disfarçada piedade por todos os seres vivos. Foi um grande amigo dos animais e as suas histórias de bichos permanecem insuperáveis, em nossa literatura.

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    João Alphonsus de Guimaraens profile picture

    João Alphonsus de Guimaraens

    João Alphonsus de Guimaraens (Conceição do Mato Dentro, 6 de abril de 1901 — Belo Horizonte, 24 de maio de 1944) foi um advogado, jornalista, contista e poeta modernista brasileiro. Era o terceiro filho do grande poeta simbolista Alphonsus de Guimaraens.[1][2] Foi um dos nomes importantes do Modernismo e contemporâneo de Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura, Pedro Nava e outros que foram seus amigos no Diário de Minas. Iniciou seus estudos em Mariana e, aos 17 anos, se mudou para Belo Horizonte, onde se finalizou a graduação em Direito. Foi Promotor de Justiça e Procurador-Geral do Estado. Publicou seus primeiros poemas na revista Fon-Fon, em 1918. Em 1925, fundou a revista Verde em parceria com Antônio Mendes e outros companheiros. Influenciado pelo simbolismo, inicialmente escrevia somente poemas. Em contato com o modernismo, passou a escrever romances e contos, incorporando a fala coloquial e neologismos. Recebeu o prêmio Machado de Assis com o romance Totônio Pacheco, em 1934; o Prêmio da Academia Brasileira de Letras pelo romance Rola-Moça (1938); e quando publicou o romance Pesca da Baleia tornou-se membro da Academia. João Alphonsus, na expressão do poeta e amigo Drummond, criou "uma literatura humana, terrivelmente humana, miudamente, dolorosamente humana". Foi um dos maiores nomes da nossa literatura. João Alphonsus faleceu no Rio de Janeiro em 24 de maio de 1944, deixando sua esposa Esmeralda Vianna de Guimaraens e 03 filhos: João Alphonsus de Guimaraens Filho, Liliana Baeta Viana de Guimaraens e Fernão Baeta Vianna de Guimaraens.

    9 Livros
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    Minas-Gerais, Brasil

    João Alphonsus de Guimaraens