Eu acho fantástico que no final do século XIX Aluísio de Azevedo se propôs a colocar a instituição “casamento” em discussão. Conceitos como amor romântico, fidelidade, monogamia são muito falados hoje mas imagino que em 1895 (data de lançamento) deveriam ser tidos como intocáveis. Dona Olímpia, a narradora, tem ideias bem estranhas sobre o amor e sobre o casamento. A solução mágica encontrada por ela para a felicidade me parece absurda, mas livros são para isso: fazer-nos pensar. Apesar dessas qualidades, o desenvolvimento foi bastante arrastado e, até mesmo, enfadonho. É um livro curto mas acabei demorando para ler porque achei repetitivo. Valeu para conhecer mais da obra do autor e pelo o que eu já havia destacado acima.