
Poeta brasileiro da última geração simbolista nascido em Serro do Frio, MG, que participou do grupo de escritores espiritualistas que se constituiu no Rio de Janeiro em torno da revista Festa (1927-1928 /1934-1935). Foi um dos expoentes do Modernismo, movimento de que foi um dos pioneiros ao publicar, em 1917, o livro "Carrilhões", cinco anos antes da Semana de Arte Moderna--evento de que foi colaborador e integrante. Seguiram-se a este livro A galera (escrito em 1915, mas publicado anos depois), Árias de muito longe (1921), A cidade de ouro (1927), A iluminação da vida (1927), A estrela azul (1940) -- esta obra foi traduzida pelo poeta uruguaio Gaston Figuera para o espanhol com o nome La Estrela Azul e publicada em Nova York (EUA) --, As sete cores do céu (1941), A escadaria acesa (1941), O palhacinho quebrado (1946), A luz perdida (1952) e O candelabro eterno (1955). A obra em prosa limita-se a quatro livros: A arte do poeta (1944), Ontem ao luar (1951), uma biografia do compositor Catulo da Paixão Cearense, Aconteceu em Nossa Terra (Pequenos Casos de Grandes Homens) e Quadrantes do Modernismo Brasileiro (1958). Murillo Araujo traduziu "O Inspetor Geral", clássico do escritor russo Nikolai Gógol, Também publicou "Poesias Completas de Casimiro de Abreu" / Prefácio de Murillo Araújo. Em 1960, a Editora dos Irmãos Pongetti lançou, em três volumes, toda a sua obra poética, com o título "Poemas Completos de Murillo Araujo". Vários de seus poemas foram musicados por compositores como Villa-Lobos, Heckel Tavares e José Siqueira. Ganhou em 1971 o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra e morreu no Rio de Janeiro.em 1980.