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    Viagem de Pedro II ao Espírito Santo -

    Levy Rocha

    Revista Continente
    1980
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788598928036
    Português Brasileiro
    4.5
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    João Paulo Hoppe picture
    João Paulo Hoppe27/08/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O ano era 1860. Quase marcando a terceira década de Dom Pedro II como imperador do Brasil, o último nessa forma de governo da nossa nação. O imperador decide visitar diversos estados brasileiros, entre eles o Espírito Santo. Nessa época, o estado era ainda praticamente rural. Vitória, por exemplo, era concentrada basicamente onde está a cidade alta atualmente, com suas ruas tortuosas e escorregadias, por vezes dominadas pelo mato, seguindo o traçado do terreno irregular, com quase todas as suas casas no estilo colonial português. Os poucos lugares de destaque eram ainda os religiosos, como a Igreja de Santa Luzia, o Convento de São Francisco e a Igreja de São Tiago. Para receber o monarca, a coroa enviou uma soma de dinheiro para reforma e adequação. A primeira grande reforma da sede administrativa do governo, o Palácio Anchieta, foi nesse período. Porém, o valor do auxílio era insuficiente, e os grandes comerciantes da província trataram de levantar ainda maior quantia para garantir o cumprimento das reformas necessárias. Se existiam comerciantes ricos, o mesmo não podia ser dito da população em geral. Durante as várias páginas do relato, o monarca faz aqui e ali doações de seu bolsinho, que somadas totalizam quase 20 contos de réis, a maioria destinada a cemitérios e igrejas, mas quantia considerável para as poucas e precárias escolas, quase sempre com poucos alunos e, nas palavras do monarca, em sua maioria menos que medíocres. Dom Pedro II passou pouco tempo aqui, mas os locais de trajeto estão marcados até hoje em locais como "Cais do Imperador" e "Ladeira do Imperador". No interior do estado, a casa em que passou uma noite na então vila de Santa Isabel (atual Campinho, Domingos Martins) registra o acontecimento com uma placa em sua entrada, com o local ao redor conhecido como Vivendas do Imperador. O livro, mesclando bem a História e a Literatura, é uma agradável e marcante viagem no tempo. E mostra o quanto a realidade dos capixabas mudou nesses quase 160 anos. Vale a pena emendar a leitura desse livro com o "1860", com as fotografias mais antigas que se conhecem do nosso estado.

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    Levy Cúrcio da Rocha profile picture

    Levy Cúrcio da Rocha

    Fez seus primeiros estudos em São Felipe, depois Marapé, atual sede do município de Atílio Vivácqua, então um distrito de Cachoeiro de Itapemirim. Cursou o ginásio também no Espírito Santo - no Colégio Pedro Palácios, em Cachoeiro de Itapemirim. Freqüentou depois, em Vitória, a Faculdade de Farmácia e Odontologia, na época uma das poucas unidades de ensino superior do Estado. Em meados dos anos de 1930, começou a fazer suas primeiras colaborações literárias para a revista "Vida Capichaba", importante periódico de Vitória. Já formado, ele se muda para o Rio de Janeiro e depois segue para Brasília, onde foi um dos pioneiros. Na capital federal ele não se esquece de sua terra natal e mantém correspondência com familiares e amigos. Para comemorar o centenário da viagem de Pedro II ao Espírito Santo, organizou o livro "Viagem de Pedro II ao Espírito Santo". Tendo colaborado de forma esporádica na imprensa de Cachoeiro de Itapemirim, Levy reuniu escritos históricos referentes à cidade e, numa homenagem ao seu centenário, publicou "Crônicas de Cachoeiro". Em Brasília publica um ensaio, "Os Vieira da Cunha e o Jornal O Martelo". Em 1977, edita outro livro, "De Vasco Coutinho aos Contemporâneos". Em seguida, antes de voltar para o Espírito Santo, publicou "Marapé". Em sua terra natal, a partir de 1982, passa a pertencer ao quadro do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES). Na Academia Espírito-santense de Letras foi o terceiro ocupante da cadeira número cinco.

    1 Livro
    1 Seguidor
    Espírito Santo, Brasil

    Levy Cúrcio da Rocha